Police em Lisboa

Foi assim,

E valeu a pena. Apesar de não me voltarem a apanhar numa pseudo bancada VIP a 300m do palco. Estou cansado de saber que a distância justa é quando ainda consigo ouvir o homenzinho de paus na mão a bater nas peles sem ser pelos mega amplificadores.

Sim, o alinhamento podia ser melhor, o Andy Summers fazia melhor em conter a sua verborreia de solos de vez em quando e o Sting escusava ser tão preguiçoso.
Mas é a factura que se paga por ver os Police em saldos de fim de estação.
Não sou saudosista em quase nada e muito menos no que respeita à música. As minhas playlists têm menos de 5% de New Wave e pós punk. Deve ter sido por isso que cheirava um pouco a bolor. Ou disso, ou da humidade e do frio.

O concerto foi bom, mas sem borboletas nem libelinhas no estômago. Foi um “picar o ponto”. Algo que tinha de ser feito, apesar de tudo. Os Police não conseguiram aquilo que o Joe Jackson fez há 2 (?) anos na Aula Magna: fazer-me saltar da cadeira do princípio ao fim e gritar de narinas abertas o refrão das músicas todas.
Os Police foram eficazes qb. Só não lhes perdoo um erro de principiante. Toda a gente sabe que não se mexe numa vaca sagrada. Não se canta um refrão emblemático de uma música em jeito de variação estilística inútil. Canta-se e pronto!
O refrão é para o povo cantar. O refrão é para ser esperneado a todo o vapor pela multidão e a multidão não quer surpresas.
Infelizmente, isso aconteceu vezes demais.


Comments

8 responses to “Police em Lisboa”

  1. Joe Jackson Band.
    Fomos no dia 16/05/2003 à Aula Magna. Às 21.30.
    Ficámos sentados nos lugares D-126 e D127 (Doutorais).

    E da próxima vez que refilares porque eu guardo o “lixo” dos concertos, eu relembro-te deste comentário 🙂

  2. De facto, o concerto poderia ser melhor, mas sinto que eles decidiram demostrar que houve um progresso na banda.

    Quanto aos lugares… Não há bons lugares ali, a não ser o relvado VIP, ao qual, poderia ter acedido com esse bilhete (segundo alguns seguranças que tinham algumas informações…).

  3. Bem que ainda pensei em tentar “saltar” para o relvado VIP. Obrigado de qualquer forma 🙂
    Quanto à evolução da banda não sei se concordo. Achas sinceramente que o projecto é para continuar? Se assim fosse, já teríamos certamente músicas novas, o que não é o caso.

    Acho que isto é mais uma despedida just for the fun, pelo que a evolução da banda não deve ter sido a maior das preocupações.

  4. Não precisam criar nada novo, para mostrar que evoluiram.

    Acho que o projecto termina (pelo menos durante uns bons anos), mas também acho que eles precisavam alterar algumas coisas, pelo gozo de o fazer: repetir a mesma coisa da mesma forma que foi há uns anos poderia ser bem chato para eles, daí eu falar que talvez houve a tentativa de mostrar algum progresso…

  5. Gogui Avatar
    Gogui

    Eu não tinha grandes expectativas e gostei bastante, deu-me mais seca o Sting com os YOOOOOOOSS do que o Summers com os solos de guitarra, que grande som ele tem, quase azeitola mas no entanto não é. Achei incrível a pica do Copeland , fazer aquilo dia sim dia não durante uma serie de meses naquela idade é de homem e além disso ele arrisca muito a tocar e isso naquela idade também é de louvar.

    Cumps.

  6. A primeira fotografia é incrível.

  7. Os telemóveis todos a gravar criam um efeito poderoso 🙂
    Tenho mais algumas e uma falta de paciência para as publicar. Later 🙂
    P.S. A IXUS 850 é a melhor compacta do mundo. Digam o que disserem 🙂

  8. só encontrei isto agora!
    sou uma fã incondicional e preparo-me para os ver pela terceira vez este ano (2008) talvez em Madrid segundo me disseram vão estar no rock in rio madrid.
    eu estava colada à grade. consegui arrancar um sorriso ao Stewart (sou uma s.c. nutter) e nem queiras imaginar a minha alegria! passa pelo meu blog e verás a paranóia! um abraço e muita música.
    mary

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