urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg Poingg poingg LiveJournal / SAPO Blogs poingg 2018-07-14T01:44:40Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:37355 Eduardo 2018-07-14T02:38:00 Gibson quick connect and Seymour Duncan 2018-07-14T01:44:40Z 2018-07-14T01:44:40Z <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px 10px;" title="Pickups_Gibson_Seymour_Duncan_numbers.png" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bce14cbdc/21098825_J1YL8.png" alt="Pickups_Gibson_Seymour_Duncan_numbers.png" width="407" height="278" /></p> <p>For those who are trying to swap Gibson pickups with Seymour Duncans, here's a quick color code match.<br />I have done this on a Gibson Les Paul Standard 2017 and everything works fine, including coil split and out of phase push pulls.</p> <p>For reference, I swapped the original Burstbucker Pros with a Seymour Duncan SH2N-4C BLK on the neck and a Seymour Duncan SH-16 The 59 Custom BK on the bridge.</p> <p>Note: this Les Paul has the 5 pin quick connect sockets on both the bridge and neck.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:37004 Eduardo 2014-11-27T13:20:00 Dear FCC: Net neutrality explained 2014-11-27T13:20:48Z 2014-11-27T21:58:18Z <p class="sapomedia videos"><iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DxjOxNiHUsZw&src=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FxjOxNiHUsZw%3Ffeature%3Doembed&image=http%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FxjOxNiHUsZw%2Fhqdefault.jpg&type=text%2Fhtml&schema=youtube" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:36790 Eduardo 2014-10-30T22:16:00 Tenho uma Gaija nova 2014-10-30T23:24:20Z 2014-10-30T23:24:20Z <p class="sapomedia images"> <img class="" style="padding: 10px 10px;" title="gaija.png" src="https://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-thumb/1426522730/6d77c9965e17b15/07f9ca80a83baae9084b178c5308eb1d/eduardo/2014/gaija.png?size=l" alt="gaija.png" width="300" height="225" /></p> <p>Calma, eu explico. Quem me ofereceu esta gaija nova foi a outra gaja. Espera... Eu explico melhor. A minha <a href="http://jonasnuts.com" target="_blank" rel="noopener">gaja</a> achou que eu precisava de uma gaija que eu pudesse moldar a meu gosto e onde eu pudesse tocar sempre que me apetecesse.</p> <p>Vai daí, a gaja <a href="http://www.thomann.de/pt/harley_benton_eguitar_kit_sgstyle.htm" target="_blank" rel="noopener">manda vir uma gaija virgem</a> e livre de vícios e oferece-ma pelo aniversário.</p> <p>Quando a gaija nova chegou, era assim:</p> <p class="sapomedia images"><img class="" style="padding: 10px 0px;" title="Madeira.jpg" src="https://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-file/1426522730/6d77c9965e17b15/07f9ca80a83baae9084b178c5308eb1d/eduardo/2014/Madeira.jpg" alt="Madeira.jpg" width="680" height="510" /></p> <p>Sim, era virgem e não servia para grande coisa embora tivesse as medidas certas (ali a lápis vê-se que tinha 86 de peito). Impunha-se agora escolher uma roupa vistosa que permitisse realçar a sua beleza natural. Como não tenho jeito nenhum para o corte e costura, um amigo sugeriu-me um pintor de barcos em Lagos, o Sr. Alberto que conhece todas as manhas da madeira e do verniz. Enviei-lhe um modelo e algumas semanas depois chegou de vestido novo.</p> <p>Hora de montar a gaija, claro. Com cuidado porque alguns furos ainda estavam cobertos de verniz e todos os pormenores são importantes para o resultado final. Nem todas as peças de origem eram as melhores e algumas foram substituídas mas numa tarde ficou quase pronta.</p> <p class="sapomedia images"><img class="" style="padding: 10px 0px;" title="Montagem.jpg" src="https://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-file/1426522730/6d77c9965e17b15/07f9ca80a83baae9084b178c5308eb1d/eduardo/2014/Montagem.jpg" alt="Montagem.jpg" width="680" height="510" /></p> <p class="sapomedia images">Cordas colocadas e um suspiro enorme. "Acho que isto vai dar em bibelot". A altura das cordas era quase de 1cm. Mas como diz o Jack White, uma boa guitarra tem de dar algum trabalho. Todo o esforço acabará por soar afinado em cada acorde, cada nota tocada.</p> <p class="sapomedia images">Uma martelada na ponte mais uma lixadela na pestana, rotação e meia no truss-rod e nem queria acreditar. Setup mais perfeito não tenho em nenhuma das outras guitarras cá de casa. </p> <p class="sapomedia images">Enfim. Tenho uma gaija nova. É única, irrepetível e tem um som fantástico. O Jack White tinha razão.</p> <p class="sapomedia images"><img class="" style="padding: 10px 0px;" title="Final.jpg" src="https://c026204.cdn.sapo.io/1/c026204/cld-file/1426522730/6d77c9965e17b15/07f9ca80a83baae9084b178c5308eb1d/eduardo/2014/Final.jpg" alt="Final.jpg" width="680" height="510" /></p> <p>O som do vídeo não faz justiça à Gaija mas isso também não interessa.</p> <p>O que interessa é que ninguém toca na minha Gaija e pronto.</p> <p class="sapomedia videos"><iframe src="https://rd3.videos.sapo.pt/playhtml?file=https://rd3.videos.sapo.pt/S3oNoqC96wZHlY2NwBfr/mov/1&quality=sd" width="580" height="326" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px 0px;" allowfullscreen="allowfullscreen" mozallowfullscreen="mozallowfullscreen" webkitallowfullscreen="webkitallowfullscreen"></iframe></p> <p> </p> <p class="sapomedia videos"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:36545 Eduardo 2014-01-25T12:33:53 Burning subtitles to movies on Mac OSX using ffmpeg 2014-01-25T12:45:18Z 2014-01-25T12:45:18Z <p> </p> <p>I've been looking around for a way of (hard) burning subtitles on to a file using Mac OS X.</p> <p>Tried many different approaches without any success.</p> <p> </p> <p>Subler + handbrake and many others. Note that there's a difference between soft subtitles and hard burned ones. Soft subtitles embed them on the video file and your video viewer (quicktime, vlc, mplayerx, etc) has to be able to render them.</p> <p>This is a problem though if you're trying to upload a file to youtube or embed a a video on your blog. You need hard burned subtitles.</p> <p> </p> <p>A friend of mine <a href="https://twitter.com/nunojesus" rel="noopener">Nuno Jesus</a> came pointed me to an option on ffmpeg which worked out of the box in Linux. On Mac OS X there are a few steps before you're ready to go.</p> <p> </p> <p>Here's a quick recipe:</p> <p> </p> <p>1. Install X11 from <a href="http://xquartz.macosforge.org/landing/" rel="noopener">http://xquartz.macosforge.org/landing/</a></p> <p>2. Find a binary version of ffmpeg that has libass enabled. Here's one: <a href="http://www.evermeet.cx/ffmpeg/" rel="noopener">http://www.evermeet.cx/ffmpeg/</a></p> <p>3. Open a terminal window and enter this <span>export FONTCONFIG_PATH=/opt/X11/lib/X11/fontconfig </span></p> <p><span>(optional) If you don't want to have to do this every time, just edit your ~/.profile and enter that export line right at the end.</span></p> <p><span>4. Navigate on the terminal window to where you have both the movie and the subtitle file (.srt) and run</span></p> <p> </p> <p><span><span>ffmpeg -i sourcevideofile.mp4 -vf subtitles=mysubtitlesfile.srt outputwithsubtitles.mp4</span></span></p> <p> </p> <p><span><span>replace sourcevideofile.mp4 and mysubtitlesfile.srt with the ones you have of course.</span></span></p> <p> </p> <p><span><span>There you go.</span></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:36251 Eduardo 2013-10-08T23:44:18 Comprar produtos Apple na Fnac Online. Capuchinho e o Lobo Mau 2013-10-08T22:59:23Z 2013-10-14T11:57:35Z <p> </p> <p class="p1">Disclaimer:</p> <p class="p1">O Capuchinho Vermelho e o Lobo Mau são personagens fictícios. Espero que o lobo mau não fique chateado por representar nesta história a Fnac Online. Afinal de contas, ele apenas se limitou a comer a avozinha e ainda por cima no final devolveu-a intacta apenas com uns restos de baba e fluidos estomacais.</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Era uma vez há muito, muito tempo (há 1 mês atrás precisamente), um Capuchinho Vermelho que gostava muito de macs. Ele eram iMacs, iPods, iPhones, iPads, iSights, macbooks, macminis, airport express, time capsules e muitos muitos outros brinquedos com que brincava no seu quintal. O Capuchinho era tão fã dos seus iBrinquedos que já tinha convertido quase toda a família Capuchinho a este passatempo. Eram tantos os objetos que já falavam mesmo em fazer um museu.</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Certo dia, o macbook do filho Capuchinho cedeu aos calores do verão e caiu enfermo. Já nem as aspirinas ou os desfibrilhadores podiam salvar o pobre macbook. Eis senão quando, o Capuchinho Vermelho decide oferecer à sua prole o seu todo poderoso mac e comprar um novíssimo iMac. Já tinha nome e tudo. Seria o iMac Terceiro seguindo a linhagem dos anteriores (um deles já peça de museu).</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Nesse preciso momento, a loja do Lobo Mau apresentava a sua novíssima campanha de iMacs com um interessante desconto. O Capuchinho conhecia bem a Loja do Lobo Mau. Diz a lenda que já lá tinha gasto dinheiro suficiente para comprar uma casinha nova à avó que vivia no campo. Num ápice, animado com a perspectiva de adicionar um novo membro à família de brinquedos, o Capuchinho voa para uma cadeira de cartão VISA em riste, abre a tampa do seu glorioso macbook pro e com um misto de ânsia e emoção abre a página da famosa promoção da loja do Lobo Mau.</p> <p class="p1">Os olhos brilhavam enquanto percorria a interminável lista de iMacs fresquinhos a pedir para serem comprados. Havia tanto por onde escolher. A cada movimento dos olhos aparecia um melhor e mais poderoso, com um extra qualquer que faria certamente toda a diferença. Após muita indecisão, lá se ficou por novíssimo iMac i7 de 27 inchas (uma incha é uma polegada na terra dos capuchinhos), Fusion Drive e placa gráfica extra super mega duper. Com a promoção de 20% do Lobo Mau aquilo ficava caro mas o Capuchinho já sabia que iria ser assim. </p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Confiante, copia os dígitos do seu cartão para o site e...</p> <p> </p> <p><img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/01.Fnac-EncomendaInicial.jpg" alt="" width="600" height="331" /></p> <p> </p> <p class="p1">Boom!  - Amanhã enviam aquilo para uma das lojas do Lobo Mau e eu vou lá buscá-lo. Mesmo a tempo do meu aniversário! Yupii - pensou o Capuchinho.</p> <p class="p1">Durante a noite, enquanto o Capuchinho sonhava com a Fusion Drive e a placa gráfica rapidíssima, o Lobo Mau esfregava as mãos de contente.</p> <p class="p1">Dizem por aí que de cada vez que o Lobo Mau debita um cartão VISA se ouve o som de uma máquina registadora: "catchim!". Os vizinhos nem devem ter dormido. Aposto que os 3 porquinhos acordaram cheios de dores de cabeça nessa noite.</p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/02.Fnac-DebitoVISA.jpg" alt="" width="273" height="279" /></p> <p class="p1"> </p> <p class="p1">O dia finalmente chegou e do Lobo Mau, nem notícias. A única atividade que o Capuchinho vira acontecer fora o débito do seu cartão VISA. É reconfortante verificar que a loja está muito bem organizada - disse para si mesmo. A logística deles deve ser do mesmo calibre. Certamente demoram mais um ou dois dias a processar aquilo na loja e não tarda nada ligam-me para ir buscar o iMac - pensou. </p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Chegou o dia 10, ensolarado como os anteriores. O iPhone do Capuchinho sempre ao seu lado, à espera do telefonema do Lobo Mau. E nada… Intrigado, recorre de novo ao seu macbook pro e acede ao site da loja. Não queria acreditar. Então não podiam entregar os artigos? Nem uma explicaçãozinha? Um pedido de desculpas? "Ah, o caçador andou por aqui e o Lobo Mau teve de fugir para Paris mas já volta". Qualquer coisa?</p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/03.Fnac-MailAtraso1.jpg" alt="" width="600" height="429" /></p> <p class="p1"> </p> <p class="p1">Impaciente, o capuchinho contacta a Loja do Lobo Mau para obter explicações. </p> <p class="p1">- O que se passou? Há algum problema? Olhe que o meu aniversário já foi ontem! Então e o meu brinquedo senhores?</p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/04.Fnac-Mail1.jpg" alt="" width="534" height="359" /></p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/05.Fnac-MailAtraso2.jpg" alt="" width="600" height="329" /></p> <p class="p1"> </p> <p class="p1">- Não! Não! Um erro de sincronização? Mas a loja é tão profissional, tão perfeita. Até me debitaram logo no VISA! - gritou o Capuchinho. </p> <p class="p1">O Capuchinho passou de vermelho a roxo. Quatro semanas! 672 horas! Quarenta mil, trezentos e vinte minutos! Co'a breca! Maldito lobo mau. </p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Como evitar o desgosto? Como chegar a casa e olhar para o espaço vazio na secretária? A mesma secretária que dias antes fora cuidadosamente limpa e organizada para receber o novo brinquedo. Os cabos devidamente alinhados, a UPS a postos. Estava tudo previsto. Era só desembalar, ligar e esperar pelo reconfortante "tchaaaaaaam!".</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Nos dias que se seguiram, o Capuchinho nem queria entrar no escritório. Onde antes reluzia a secretária em vidro acabada de limpar, viam-se agora restos de cartas, panfletos, contas a pagar e chávenas de café. </p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Persistente, o Capuchinho decide manter a encomenda mas faz uma ressalva:</p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/06.Fnac-Pergunta1.jpg" alt="" width="600" height="175" /></p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/07.Fnac-Resposta1.jpg" alt="" width="600" height="297" /></p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/08.Fnac-Resposta2.jpg" alt="" width="526" height="232" /></p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"> </p> <p class="p1">E pronto. Do mal o menos, pedem desculpas e garantem até 13 de Setembro - pensou. Esperemos até lá.</p> <p class="p1">Os dias passaram. O Capuchinho deixava o macbook pro no trabalho enquanto em casa recorria a um velho macbook branco, a "Marmita" para consultar de vez em quando as novidades da loja do Lobo Mau. Chegou mesmo a pensar mudar-lhe o nome. Já não seria o "iMac Terceiro" mas "iMac Sebastião", o desejado.</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">E eis-nos chegados ao dia 8 de Outubro. Fazia exatamente 1 mês desde que o Capuchinho começara a sua odisseia. O iPhone toca "No caller ID". Do outro lado, uma voz calma identifica-se como sendo da Fn**, digo da Loja do Lobo Mau. Levanta-se, já sorridente, antecipando a boa nova. O Desejado chegou finalmente - gritou incontido!</p> <p class="p1">Do outro lado, a voz continuou, "lamentamos informar mas não nos vai ser possível entregar a sua encomenda pois o produto foi descontinuado".</p> <p class="p1">Enquanto ouvia incrédulo, o Capuchinho senta-se devagar. A sua orelha aquece. Os olhos fixam a letra F num cartaz na parede. É o F da fúria. A educação dos Capuchinhos impede-o de usar a letra F para invectivar a mãe o seu interlocutor. </p> <p class="p1">Este, continua: "propomos-lhe entregar um outro equipamento equivalente ou até melhor que vem substituir o anterior. Mas terá de aguardar pois o prazo de entrega é de 2 a 4 semanas".</p> <p class="p1">A fúria dirigida à loja do Lobo Mau mistura-se com pena do pobre mensageiro titubeante. De nada serviria humilhá-lo ainda mais. É triste a história dos mensageiros. Que o digam os da Roma antiga quando traziam más notícias. "Ave Cesar. Trago-lhe más novas. O seu iMacum não veio mas temos um iMacorum alternativo se quiser aguardar pelos idos de Novembro". </p> <p class="p1">Vade retro! Quero falar já com o seu centurião! O Capuchinho exige falar com alguém responsável da loja. Alguém cujos denários e sestércios que leva para casa justifiquem um bom puxão de orelhas.</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">A centuriona responsável liga repetindo a ladainha. Avisa que a chamada será gravada para controlo de qualidade. O Capuchinho acede com agrado. "Que fiquem gravadas as minhas palavras" - diz. Que isso sirva para efetivamente saberem que "qualidade" não é termo adequado à loja do Lobo Mau. Antes a incompetência e a irresponsabilidade. São muitas as palavras começadas por "i" que o Capuchinho usa para caracterizar o serviço da loja do Lobo Mau; mal sabia ele que o i do iMac era uma delas.</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">A responsável continua: "se quiser, pode manter a encomenda. Em vez do que encomendou, iremos entregar-lhe um produto novo que vem substituir este".</p> <p class="p1">Mas que produto é esse - pergunta o Capuchinho - quais as suas características?</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">A voz responde: </p> <p class="p1">- Não sabemos ainda. A Apple ainda não nos disse. Apenas nos diz que não pode entregar o que foi encomendado pois encontra-se descontinuado.</p> <p class="p1">E conclui:</p> <p class="p1">- Será necessário fazer nova encomenda à Apple e aguardar 2 a 4 semanas</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">O Capuchinho, já para além da raiva conclui:</p> <p class="p1">- A senhora, no dia em que me iriam entregar a encomenda com 4 semanas de atraso, propõe-me aguardar mais 2 a 4 semanas por um produto novo cujas características desconhece. A senhora diz-me que só agora foram informados de que a Apple não pode enviar o que supostamente encomendaram há 4 semanas e quer que eu aceite uma troca por algo que não é capaz de descrever enquanto o meu cartão VISA foi debitado há 1 mês?</p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">Mais triste do que enraivecido, o Capuchinho cancela a encomenda enquanto desabafa com os seus botões.</p> <p class="p1">O estado a que chegaram a Loja do Lobo Mau e por arrasto a Apple em Portugal. Não é mau. É "rasco". Muito rasco. É pobre, pálido e patético.</p> <p class="p1"> </p> <p class="p2"> <img style="border: 2px dotted #FF9900;" src="https://cld.pt/dl/download/b17e4bea-d0a6-4c6f-98c9-034f51659e63/blog/09.Fnac-Cancelamento1.jpg" alt="" width="492" height="185" /></p> <p class="p2"> </p> <p class="p1">À Loja do Lobo Mau fica o conselho: dediquem-se aos DVDs, PCs e outras tecnologias moribundas e deixem lá essa "coisa" da Apple em paz e sossego. </p> <p class="p1">À Apple fica outro: se estes são os vossos "agentes" no terreno, mais valia ficarem quietinhos e obrigarem-nos a ir comprar macs a Badajoz. Ficávamos todos mais bem servidos e com a vantagem de encher a bagageira com uns sacos de caramelos.</p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><strong>Update 10 de Outubro:</strong></p> <p class="p1">O valor não foi ainda devolvido. O Capuchinho ligou para a loja do Lobo Mau que fala em 5 dias úteis para a reposição do valor em causa.</p> <p class="p1">It never ends...</p> <p class="p1"> </p> <p class="p1"><strong>Update 14 de Outubro:</strong></p> <p class="p1">Finalmente o valor aparece creditado no VISA.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:36092 Eduardo 2013-02-11T00:03:18 Hacking Skitch and CloudPT 2013-02-11T00:20:21Z 2013-02-11T00:20:21Z <p>Este é um "quick and dirty hack" que fiz há pouco. Como pode haver quem use o Skitch e queira publicar os screenshots na Cloud decidi publicar.</p> <p>Este "hack" serve também para qualquer software que use FTP para publicar conteúdo. (iWeb anyone?)</p> <p> </p> <p>Como a CloudPT não disponibiliza FTP para publicação, este script age como um servidor de FTP local que guarda os conteúdos enviados na pasta (também local) da CloudPT. Em seguida, a app oficial de sincronismo encarrega-se de fazer chegar os ficheiros ao destino. Este segundo passo pode ser facilmente substituído usando a API.</p> <p> </p> <p>Para todos os outros casos que não o Skitch, <a href="https://gist.github.com/poingg/4751543" rel="noopener">este pequeno script</a> é tudo o que necessita.</p> <p> </p> <p>O caso do Skitch é mais complexo pois ele verifica se o ficheiro já se encontra no destino antes de fornecer o link final.</p> <p> </p> <p>Premissas:</p> <p> </p> <p>1. Criar uma pasta e "Partilhar com todos"</p> <p>2. (opcional) criar um customdomain. Caso não queiram, podem usar o URL do link público como base</p> <p> </p> <p>Então vamos lá.</p> <p> </p> <p>No meu caso, tenho uma pasta chamada "cloud.poingg.com" que está partilhada com todos e disponível no endereço http://cloud.poingg.com servido pela CloudPT</p> <p>A pasta encontra-se em /Users/eep/CloudPT/sites/cloud.poingg.com</p> <p>Lá dentro existe uma pasta chamada "Skitch" onde vou colocar os screenshots.</p> <p> </p> <p>Passo 1: Configurar o script</p> <p>Basta editar estas duas linhas</p> <p> </p> <p>MYCUSTOMDOMAIN_URI = 'http://cloud.poingg.com/Skitch'<br />MYLOCALFOLDER = '/Users/eep/CloudPT/sites/cloud.poingg.com/Skitch'</p> <p> </p> <p>Passo 2: Iniciar o servidor de FTP</p> <p>$ python skitchftpserver.py <br />Starting FTP server</p> <p> </p> <p>Passo 3: Configurar a partilha do Skitch</p> <p> </p> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/Skitch/Screen_Shot_2013-02-11_at_12.01.08_AM_16C86CA2.png" alt="" /></p> <p> </p> <p>E pronto. É tudo.</p> <p>O script recebe o ficheiro, coloca na pasta local indicada e aguarda que a sincronização seja concluída até devolver o controle ao skitch.</p> <p>Nesse momento o link gerado será válido.</p> <p> </p> <p>Have fun :)</p> <p> </p> <p>PS: Não é muito complicado pôr o script a correr no arranque. Ocupa muito poucos recursos da máquina.</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:35630 Eduardo 2013-02-09T18:31:50 Raspberry Pi Printer Server, Scanner Server and Media Center 2013-02-09T19:41:40Z 2013-02-10T12:51:07Z <p>First of all, sorry for posting this in english. Hopefully, I'll post this in portuguese too. I chose english as this might be interesting to a wide community of raspberry pi users out there.</p> <p> </p> <p>So what's this all about? Really, it's about making good use of an extremely cheap, low powered computer that I got at Codebits last year. I actually replaced a $600 mac mini I had doing all these things before.</p> <p> </p> <p>My goal was to have a reliable Media Center that could connect to a NAS device (I use Synology DS1511) and play all my videos, photos and MP3.</p> <p>Also, at home we all have a computer and we all need to print or scan something every once in a while. I could have bought a network printer and scanner but instead I already owned an old Canon Inkjet printer, the PIXMA MP630 which has been doing it's job quite well for years. As it happens, this is a multifunction device and works as a scanner too. What follows is a recipe to have everything working.</p> <p> </p> <p>You'll need a 4GB SD card and a Mac to start the procedure. Everything else is done on the Raspberry Pi.</p> <p>You should have some knowledge of working "with black windows full of letters" as my daughter says.</p> <p> </p> <h3>1. Install raspbmc</h3> <p> </p> <p>Raspbmc is a debian wheezy distribution optimized for XBMC Media Center. There are some others but for some reason I like this one. Any other debian based should work though.</p> <p> </p> <p>Open a terminal window on your mac, insert the SD card on a card reader and run these:</p> <p><br />$ curl -O http://svn.stmlabs.com/svn/raspbmc/testing/installers/python/install.py<br />$ chmod +x install.py<br />$ sudo python install.py</p> <p> </p> <p>Now follow the on screen instructions.</p> <p> </p> <h3>2. Boot raspbmc on your Raspberry Pi</h3> <p> </p> <p>Insert the card on the Raspberry pi. It will boot and complete the installation. Grab a coffee :)</p> <p>Go ahead and play a bit with XBMC. It's great. And if you have one of those TVs that support CEC then you can even use your TV remote to navigate on XBMC. I know for a fact that Samsung and Sony TVs work quite well.</p> <p> </p> <h3>3. Log on to your Raspberry Pi</h3> <p> </p> <p>Open your terminal and run this:</p> <p> </p> <p>$ ssh pi@192.168.1.169</p> <p> </p> <p>it will prompt you for a password. Raspbmc uses the default password "raspberry". I advise you to change it just in case.<br />Take some time choosing your locale and time zone settings. It will only prompt you once for these.</p> <p> </p> <h3>4. Update your installation</h3> <p> </p> <p>The network installation of Raspbmc you just did will probably download all the latest packages. However, just to be sure, run these commands:</p> <p><br />$ sudo apt-get update<br />$ sudo apt-get upgrade</p> <p> </p> <h3>5. Now it's time to setup the printer server.</h3> <p><br />$ sudo apt-get install cups</p> <p> </p> <p>(Grab a coffee. This will take a while)</p> <p> </p> <p>$ sudo usermod -a -G lpadmin pi</p> <p> </p> <p>We're adding user "pi" to the lpadmin group. You'll need admin access to add printers. </p> <p>Now edit cupsd configuration:</p> <p><br />$ sudo vi /etc/cups/cupsd.conf</p> <p> </p> <p>And change Listem localhost:631 to Listen *:631.</p> <p>Also change or add the following lines. Replace 192.168.1.* with the IP addresses of your network. My network is 192.168.1.0/24</p> <p> </p> <p>Listen *:631</p> <p><location><br /> Order allow,deny<br /> Allow 192.168.1.*<br /></location></p> <p><div class='ljparseerror'>[<b>Error:</b> Irreparable invalid markup ('&lt;location /printers&gt;') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]<br /><br /><div style="width: 95%; overflow: auto">&lt;p&gt;First of all, sorry for posting this in english. Hopefully, I&#39;ll post this in portuguese too. I chose english as this might be interesting to a wide community of raspberry pi users out there.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;So what&#39;s this all about? Really, it&#39;s about making good use of an extremely cheap, low powered computer that I got at Codebits last year. I actually replaced a $600 mac mini I had doing all these things before.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;My goal was to have a reliable Media Center that could connect to a NAS device (I use Synology DS1511) and play all my videos, photos and MP3.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Also, at home we all have a computer and we all need to print or scan something every once in a while. I could have bought a network printer and scanner but instead I already owned an old Canon Inkjet printer, the PIXMA MP630 which has been doing it&#39;s job quite well for years. As it happens, this is a multifunction device and works as a scanner too. What follows is a recipe to have everything working.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;You&#39;ll need a 4GB SD card and a Mac to start the procedure. Everything else is done on the Raspberry Pi.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;You should have some knowledge of working &quot;with black windows full of letters&quot; as my daughter says.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;1. Install raspbmc&lt;/h3&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Raspbmc is a debian wheezy distribution optimized for XBMC Media Center. There are some others but for some reason I like this one. Any other debian based should work though.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Open a terminal window on your mac, insert the SD card on a card reader and run these:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;$ curl -O http://svn.stmlabs.com/svn/raspbmc/testing/installers/python/install.py&lt;br /&gt;$ chmod +x install.py&lt;br /&gt;$ sudo python install.py&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Now follow the on screen instructions.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;2. Boot raspbmc on your Raspberry Pi&lt;/h3&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Insert the card on the Raspberry pi. It will boot and complete the installation. Grab a coffee :)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Go ahead and play a bit with XBMC. It&#39;s great. And if you have one of those TVs that support CEC then you can even use your TV remote to navigate on XBMC. I know for a fact that Samsung and Sony TVs work quite well.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;3. Log on to your Raspberry Pi&lt;/h3&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Open your terminal and run this:&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ ssh pi@192.168.1.169&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;it will prompt you for a password. Raspbmc uses the default password &quot;raspberry&quot;. I advise you to change it just in case.&lt;br /&gt;Take some time choosing your locale and time zone settings. It will only prompt you once for these.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;4. Update your installation&lt;/h3&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;The network installation of Raspbmc you just did will probably download all the latest packages. However, just to be sure, run these commands:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;$ sudo apt-get update&lt;br /&gt;$ sudo apt-get upgrade&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;5. Now it&#39;s time to setup the printer server.&lt;/h3&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;$ sudo apt-get install cups&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;(Grab a coffee. This will take a while)&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ sudo usermod -a -G lpadmin pi&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;We&#39;re adding user &quot;pi&quot; to the lpadmin group. You&#39;ll need admin access to add printers. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Now edit cupsd configuration:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;$ sudo vi /etc/cups/cupsd.conf&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;And change Listem localhost:631 to Listen *:631.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Also change or add the following lines. Replace 192.168.1.* with the IP addresses of your network. My network is 192.168.1.0/24&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Listen *:631&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;Location /&gt;&lt;br /&gt; Order allow,deny&lt;br /&gt; Allow 192.168.1.*&lt;br /&gt;&lt;/Location&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;Location /printers&gt;&lt;br /&gt; Order allow,deny&lt;br /&gt; Allow 192.168.1.*&lt;br /&gt;&lt;/Location&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;# Restrict access to the admin pages...&lt;br /&gt;&lt;Location /admin&gt;&lt;br /&gt; Order allow,deny&lt;br /&gt; Allow 192.168.1.*&lt;br /&gt;&lt;/Location&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;We&#39;re telling cups which IPs in the network have access to. If you trust your network and if you&#39;re sure there&#39;s no access from outside, you can skip editing the file and just enter:&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ sudo cupsctl --remote-admin &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ sudo cupsctl --remote-any &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Now you have to restart CUPS&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ sudo /etc/init.d/cups restart&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Please note the IP address of your Raspberry Pi. You&#39;ll need it later&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ ifconfig eth0  | grep &quot;inet addr&quot; | awk -F: &#39;{print $2}&#39; | awk &#39;{print $1}&#39;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;6. Add your printer&lt;/h3&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;On your mac, grab a browser and point it to your Raspberry Pi&#39;s IP on port 631. Mine is on 192.168.1.169, so...&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;https://192.168.1.169:631&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Don&#39;t worry about the certificate warning. It&#39;s self signed so your browser will rightfully warn you about it.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Now click on Administration and then on Add Printer&lt;/p&gt; &lt;p&gt;You should be prompted with a user and password. Of course, use &quot;pi&quot; as the user and &quot;raspberry&quot; as the password (or whatever new password you chose)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;You should see a list of local printers. Mine was listed as &quot;&lt;span&gt;Canon MP630 series (Canon MP630 series)&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span&gt;Press continue, review the information and m&lt;/span&gt;ake sure you check &quot;Share this printer&quot;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Choose a make and model and finally add the printer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;7. Add your new network printer on OSX&lt;/h3&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;This is where I&#39;ve seen most people make a mistake so beware. When you add this printer under OSX, the default driver is postscript based. This means the Mac will send a postscript file back to the CUPS server. Now the server has to convert postscript to whatever the printer understands. This is bad. This conversion is both memory and cpu consuming. Printing a page would take up to 10 minutes if you use these settings.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;What I did was: I installed the correct driver on OSX as if I had the printer connected locally and used that driver. This means that all processing is done by my computer and the Raspberry Pi only has to forward it to the printer.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;In my case, I installed CanonPrinterDrivers from Apple and chose MP 630 Series driver on the printer add dialog.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Printing done! Go ahead and print a few documents. It&#39;s fast and has almost no impact on the Raspberry. I actually had a video playing without problems.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;8. Now for the scanner.&lt;/h3&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;While installing CUPS you also installed SANE. So everything should be in place.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;To be sure, run this command:&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ scanimage -L&lt;br /&gt;device `pixma:04A9172E_145C70&#39; is a CANON Canon PIXMA MP630 multi-function peripheral&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;So, SANE identified my device correctly. Actually, if I try:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ scanimage --format=tiff &gt; ~/myimage.tiff &lt;/p&gt; &lt;p&gt;It works.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;But now we need to tell SANE who is allowed to scan from the network.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Grab your editor:&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ sudo vi /etc/sane.d/saned.conf&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;And simply add this line&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;192.168.1.0/24&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Again, change it to match your network. This means that every IP from 192.168.1.1 to 192.168.1.255 will be able to use the scanner.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Now make sure SANE starts by default. You need to edit another file:&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ sudo vi /etc/default/saned&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;And change this line to yes&lt;/p&gt; &lt;p&gt;RUN=yes&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;h3&gt;9 Setup your scanner client under OSX&lt;/h3&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Now, unfortunatelly, Apple has been shooting itself in the foot as far as network scanning is concerned. With the latest versions (I tried 10.7 and 10.8) you can&#39;t make your scanner appear under &quot;Image Capture&quot;. However, with a few tweaks you can make things work.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;First, you need to install SANE Backends for OSX. There&#39;s a nice port here: &lt;a href=&quot;http://www.ellert.se/twain-sane/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;http://www.ellert.se/twain-sane/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Install libusb and SANE Backends, SANE Preferences Pane in this order&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Now you must tell your mac where to search for the scanner.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Edit this file:&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ vi /usr/local/etc/sane.d/net.conf&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;And add your Raspberry Pi&#39;s IP right at the end.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;In my case, 192.168.1.169&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Now go ahead and see if your mac recognizes the network scanner:&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;$ scanimage -L&lt;br /&gt;device `net:192.168.1.169:pixma:04A9172E_145C70&#39; is a CANON Canon PIXMA MP630 multi-function peripheral&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;There! If you&#39;re a command-line fan, you can simply use &quot;scanimage&quot;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;If you prefer a gui to scanimage, download &quot;snac&quot; from here &lt;a href=&quot;http://www.wallner.nu/fredrik/software/snac/&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;http://www.wallner.nu/fredrik/software/snac/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;It&#39;s just a GUI frontend to scanimage but it allows you to scan and save the picture.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt;I hope this is useful to somebody.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Cheers.&lt;/p&gt;</div></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:35476 Eduardo 2012-01-30T23:07:17 Antes de atualizarem a lei, atualizem-se vós meus senhores 2012-01-30T23:20:22Z 2016-06-09T16:26:17Z <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/ifpi-report-2012-20120130-231818.jpg" alt="IFPI report" width="590" height="310" /></p> <p> </p> <p>É importante manter viva a discussão sobre a #pl118. E se é importante continuar atento, também é inútil chover no molhado.</p> <p>Precisamos de soluções. Alternativas à infame proposta. Encurralar os lobbies da AGECOP e companhia só serve para justificar a sua vitimização ou fuga para a frente.</p> <p> </p> <p>A curto prazo vejo os seguintes cenários:</p> <p> </p> <h3>Cenário 1: Manutenção do status quo</h3> <p>Continuam fora do manto da taxa os discos rígidos, cartões de memória, leitores de MP3, etc.</p> <p>Mantém-se a exceção ao CDADC que prevê a remuneração pela cópia privada.</p> <p>Neste cenário é previsível nova investida da indústria no sentido de alargar a abrangência da lei mais dia menos dia.</p> <p> </p> <h3>Cenário 2: A proposta lei 118/XII é aprovada sem alterações</h3> <p>É o pior dos cenários possíveis. Significaria que o parlamento teria ignorado milhares de assinaturas em petições públicas, milhares de tweets, centenas de posts. Teria ignorado a posição expressa pelas associações retalhistas e cedido em toda a linha ao lobby da AGECOP.</p> <p>As consequências para o cidadão e para o desenvolvimento da tecnologia já foram retratados profusamente. Mau demais para contemplar tal hipótese.</p> <p> </p> <h3>Cenário 3: A proposta lei 118/XII é aprovada com alterações.</h3> <p>O valor das taxas passa a ser atualizado anualmente à semelhança de alguns países europeus.</p> <p>Ficaremos sempre à mercê do discernimento do legislador no momento do cálculo da taxa. Sempre que haja uma atualização veremos os movimentos dos lobbies procurando levar a brasa à sua sardinha.</p> <p> </p> <h3>Cenário 4: A proposta lei é rejeitada e anunciada discussão pública sobre o tema.</h3> <p>O parlamento decide esperar para ver. Informa-se sobre o que vem acontecendo nos outros países europeus sujeitos à mesma diretiva comunitária que está na génese da Lei 50/2004. Promove audições públicas sobre o tema. Envolve os cidadãos e as associações de forma livre e aberta. Promove a criação de uma comissão independente incumbida de realizar os estudos necessários à total compreensão da questão.</p> <p>São discutidos todos os ângulos sem tabus. Questiona-se tudo e todos. Discute soluções.</p> <p> </p> <p>Após este processo, eventualmente propõe a revisão do CDAC e elabora nova proposta de lei que resulte do relatório dessa comissão.</p> <p> </p> <p>Gosto deste cenário 4. É justo, informado, aberto e democrático, sem dogmas ou nuvens cinzentas.</p> <p> </p> <p>Toda a gente já percebeu (olhando as declarações da AGECOP e da SPA) que o que os preocupa é a pirataria. A exceção ao direito de autor para a cópia privada é um expediente que usaram porque não sabem como combater a pirataria. É uma forma de minimizar o dano. Um desenrrascanço.</p> <p>A pirataria prejudica os autores. Claro que sim. Investir no combate à pirataria? Obviamente que sim. Mas não o façam à custa de todos. Dos justos e dos pecadores.</p> <p> </p> <p>Não usem a cópia privada como solução contra a pirataria. É uma falácia e já todos percebemos isso.</p> <p>Modernizem-se. Explorem modelos de "direito a ouvir" em vez de investirem na venda do ficheiro. Estudem os modelos de sucesso no mundo. Netflix, Spotify, Amazon eBooks, etc. Leiam os relatórios dos organismos mundiais dos vossos setores. Eles já falam sobre isto.</p> <p> </p> <p>Em 2011 o número de assinantes de serviços do tipo Spotify e Deezer passou de 8 para 13 milhões! Acordem!</p> <p> </p> <p>"<em>Despite the challenges ahead, the optimism for digital music going into 2012 is well-justified. The music industry has grasped the opportunities of the digital world in a way few, if any, other businesses can claim to have done. Our digital revenues, at one third of industry income (and now more than 50 per cent in the US), substantially surpass those of other creative industries, such as films, books and newspapers</em>" pode ler-se no <a href="http://www.ifpi.org/content/library/dmr2012.pdf" rel="noopener">relatório da IFPI</a>.</p> <p> </p> <p>E continuo a citar o <a href="http://www.ifpi.org/content/library/dmr2012.pdf" rel="noopener">relatório da IFPI</a></p> <p> </p> <p>"<em>The rise of Subscription</em></p> <p> </p> <p><em>Music subscription is transforming the way people experience and pay for tracks and albums.  It is also a fast-expanding business model. The number of consumers subscribing to music services globally is estimated to have increased by nearly 65 per cent in 2011, reaching more than 13 million, compared to an estimated 8.2 million the previous year.  This supplements the tens of millions of consumers who already use download services.  “Subscribing to music used to be quite an abstract concept – but now it has become a practical concept.  The mass market understands how it works and consumers see the huge benefits,” says Edgar Berger of Sony Music.</em></p> <p> </p> <p><em>Subscription has caught on exceptionally well in some markets, particularly in Scandinavia. In Sweden, for example, subscription accounted for 84 per cent of digital revenues in the first 11 months of 2011, boosted by its national champion Spotify. Other markets saw sharp growth in subscription revenues, including France which saw an increase of more than 90 per cent in the first 11 months  of 2011 (SNEP).</em>"</p> <h3>Antes de atualizarem a lei, atualizem-se vós meus senhores.</h3> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:35277 Eduardo 2012-01-30T15:18:46 Clube do Bolinha. Menina não entra 2012-01-30T15:28:44Z 2016-06-09T16:28:18Z <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/Clube-do-bolinha-menina-nao-entra-20120130-152340.jpg" alt="Clube do Bolinha" width="590" height="415" /></p> <p> </p> <p>Era desta forma que o Bolinha exprimia a sua vontade de manter a Luluzinha longe do seu reduto. Seu e dos outros rapazes do grupo. A Luluzinha era uma menina bem esperta e cheia de truques e raras eram as vezes em que não conseguia furar o esquema do Bolinha. Quando isso acontecia, a solução mais óbvia era o Bolinha mudar-se de armas e bagagens para outro clube onde invariavelmente estaria à porta o célebre "Menina não entra".</p> <p> </p> <p>Era óbvia a tensão amorosa entre os dois. Apesar de estarem em permanente conflito todos sabíamos que no fundo a Lulu gostava do Bolinha e o inverso era também verdadeiro</p> <p> </p> <p>Esta era a uma história aos quadradinhos da minha infância, mas também é a história dos fluxos migratórios de grupos tão pequenos como os que encontramos num canal de chat, até outros de dimensões maiores como punhado e meio de hackers de elite ou geeks esclarecidos. O sentimento de pertença ainda que alicerçado em coisas muito diferentes: ética e filosofia, valores ou gostos musicais, escolhe sempre uma representação física, um lugar físico ou virtual para os seus encontros. No chat era o IRC da rede X; para os geeks há uns anos era o Twitter, para os maçons as suas lojas. No Clube do Bolinha era o casebre de madeira (re)construído e relocalizado tantas vezes quantas as invasões das meninas.</p> <p> </p> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/Luluzinha-menina-nao-entra-1-20120130-152454.jpg" alt="Luluzinha" width="234" height="362" />  <img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/Luluzinha-menina-nao-entra-2-20120130-152557.jpg" alt="Luluzinha" width="234" height="362" /></p> <h3>Em 2012, o novo Clube do Bolinha é mais global e chama-se internet.</h3> <p>Luluzinhas há muitas. São políticos ou corporações, associações ou lobbies. As armas são diversas mas continuam a ser inteligentes como a Luluzinha. Agora chamam-se SOPA, ACTA, PIPA, PL118, SINDE, etc.</p> <p> </p> <p>O Bolinha estava quieto no seu clube. A Luluzinha não entrava mas queria entrar. A Luluzinha precisava do clube do Bolinha e na realidade, o Bolinha precisava da Lulu. Da mesma forma que os políticos e corporações precisam da internet. Os mesmos que há poucos anos olhavam com o desdém da moda passageira "as internetes", rapidamente perceberam que estava ali um meio direto e barato de se darem a conhecer. A si e aos seus produtos. Músicos, partidos, empresários abriram as portas do clube exclusivo do Bolinha. E no princípio o Bolinha gostou. Viu o seu clube ser reconhecido universalmente e foi ingénuo. Atrás deles vieram as regras e os regulamentos, as penas e as polícias e com os polícias, os ladrões também.</p> <p> </p> <h3>Quem devia estar a pagar aos internautas pelos benefícios da internet eram as editoras.</h3> <p>A mesma internet que esta invasão de regras pretende ordenar é aquela que serve para promover artistas com custos irrisórios de divulgação e, sobretudo, de distribuição. Há poucos anos um artista dependia de uma grande editora que fizesse lobby junto das rádios, televisões e revistas, publicasse notícias, posters e anúncios. E antes era preciso gravar a música. O acesso a um estúdio de gravação era um sonho apenas ao alcance das editoras estabelecidas. E depois era preciso produzir o vinil ou o CD. Fábricas com máquinas caríssimas a debitar plástico enlatado para as lojas.</p> <p> </p> <p>A internet trouxe a divulgação da obra à distância de um clic. A venda do produto à distância de outro. A promoção à custa de páginas de bandas muitas vezes geridas gratuitamente pelos próprios fans. Não me lembro de ver os internautas a pedir uma remuneração por tanta facilidade e benesses oferecidas à indústria.</p> <p> </p> <h3>O Bolinha deixou a menina entrar e agora luta para se manter vivo.</h3> <p>Se calhar é tarde demais. Se calhar a internet que conhecemos vai ser entregue às corporações, lobbies e políticos. Se calhar, o Bolinha vai emigrar e construir um clube novo onde menina não entra. Uma internet renovada, um Grande Cisma.</p> <p> </p> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/Clube-do-Bolinha-no-girls-allowed-20120130-152743.jpg" alt="Clube do Bolinha - No Girls Allowed" width="590" height="411" /></p> <h3>Começar de novo.</h3> <p>Há tanta forma de o fazer. Parece tarefa impossível não parece? Puro engano. Por estranho que pareça, é hoje possível construir este espaço sobre o mesmo terreno onde vive a internet atual. É possível comunicar usando os mesmos canais físicos e virtualizar uma internet totalmente nova recorendo à computação e storage distribuídos, algoritmos de cifra de informação, etc, etc.</p> <p> </p> <p>Não sei como irá acontecer, mas sei que irá acontecer. Afinal de contas, a internet quando surgiu também foi construída sobre os meios de comunicação regulados existentes. Era um clube do Bolinha: a ARPANet. O Bolinha chamava-se então "militares" e depois "universitários".</p> <p> </p> <p>O ciclo de construção, regulação e destruição é tema recorrente da filosofia por ser inerente ao processo humano. É mais forte do que nós, diria.</p> <p> </p> <p>Fico a pensar que iremos voltar a falar disto em breve.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:34921 Eduardo 2012-01-29T21:31:06 O memorando da AGECOP sobre a #pl118 2012-01-29T21:50:55Z 2016-06-09T16:29:20Z <h3><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/spin-doctor-20120129-214734.jpg" alt="Spin Doctor" width="460" height="314" /></h3> <h3>Insulto à inteligência dos deputados</h3> <p>Depois de ler o <a href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a5355786c5a793944543030764f454e4651304d7652315253536b4e514c305276593356745a57353062334e4259335270646d6c6b5957526c5132397461584e7a595738765a47466a4e4759334d5755745a6d4a6b59793030595464694c546b344d4751745a574d3559574668595463794e444a6d4c6e426b5a673d3d&amp;fich=dac4f71e-fbdc-4a7b-980d-ec9aaaa7242f.pdf&amp;Inline=true" rel="noopener">documento/memorando apresentado pela AGECOP</a> no âmbito das audições parlamentares sobre a PL118 e se dúvidas houvesse, concluo que as suas posições não derivam da ignorância mas que são propósitos deliberados e cuidadosamente elaborados para induzir em erro o legislador e assim levar a água (leia-se os euros) ao seu moínho. Estão no seu direito. Lobbying é isso mesmo e não questiono. O problema é que se alguns parágrafos revelam argúcia de profissionais do "<em>spin</em>", outros já sugerem que os destinatários do documento devam ser desprovidos de inteligência. Nada abonatório dos deputados da comissão.</p> <p> </p> <p>Note-se bem. Os comentários que faço resultam da interpretação do <a href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a5355786c5a793944543030764f454e4651304d7652315253536b4e514c305276593356745a57353062334e4259335270646d6c6b5957526c5132397461584e7a595738765a47466a4e4759334d5755745a6d4a6b59793030595464694c546b344d4751745a574d3559574668595463794e444a6d4c6e426b5a673d3d&amp;fich=dac4f71e-fbdc-4a7b-980d-ec9aaaa7242f.pdf&amp;Inline=true" rel="noopener">documento da AGECOP</a>. Em muitos casos tive de ler, reler e pedir verificação a terceiros pois custava-me a acreditar nas coisas que lia. Se alguma das minhas interpretações estiver errada (e é possível que assim seja) façam-me o favor de fazer chegar a vossa versão através dos comentários.</p> <p> </p> <h3>Quais são pois os temas que AGECOP decidiu levar ao parlamento?</h3> <h4>2.1 O termo taxa levanta objeções. Preferem tarifa</h4> <p>Eu compreendo que prefiram tarifa. Assim como... a tarifa municipal para a conservação de esgotos por exemplo? Recomendo à AGECOP a leitura do <a href="http://dre.pt/cgi/dr1s.exe?t=dr&amp;cap=1-1200&amp;doc=20040693%20&amp;v02=&amp;v01=2&amp;v03=1900-01-01&amp;v04=3000-12-21&amp;v05=&amp;v06=&amp;v07=&amp;v08=&amp;v09=&amp;v10=&amp;v11=Ac%F3rd%E3o&amp;v12=616/2003&amp;v13=&amp;v14=&amp;v15=&amp;sort=0&amp;submit=Pesquisar" rel="noopener">Acórdão do Tribunal Constitucional a propósito da Lei 62/98</a> que elabora doutamente sobre o tema e que chega a declarar inconstitucionais alguns artigos.</p> <p> </p> <h4>2.3 Não estão interessados no DRM</h4> <p>Olha AGECOP, eu concordo contigo. Mas como facilmente se compreende, por motivos bem diversos. O DRM limita a cópia privada. Assim sendo, deixaria de fazer sentido aplicar a "tarifa" aos dispositivos que implementasse DRM não era? E sem taxa, claro, não há dinheiro nos cofres. Aliás, a própria diretiva comunitária que usam na argumentação fala em direito a "compensação equitativa que tome em conta a aplicação ou a não aplicação de medidas de carácter tecnológico" Percebido e entendido AGECOP.</p> <p> </p> <h4>2.4 Não querem acordos e mediações</h4> <p>AGECOP no seu melhor. A pl118 previa a possibilidade de celebrar acordos com pessoas singulares ou coletivas com ou sem fins lucrativos para que estas pudessem estabelecer acordos específicos relativos às taxas quando estivesse em causa servir o público. A AGECOP rejeita obviamente e prefere um "o que está dito, está dito"</p> <p> </p> <h4>2.5 Querem alterar a redação do artigo que indica quem deve pagar a taxa</h4> <p>Pretendem incluir "os adquirentes intracomunitários" no rol. E mais, pretendem que isto se aplique em caso de aluguer, comodato ou disponibilização por outro meio. Espera... Então se eu for comprar o disco a Espanha, passo a ser um adquirente intracomunitário? E se um equipamento for adquirido temporariamente por empréstimo também paga taxa? Agora digam-me lá. Isto foi ou não foi muito bem pensado? Tem ou não os requintes de malvadez que encontramos em algumas organizações obscuras? Mas isto melhora:</p> <h4>2.6 Sempre que um titular de direitos não tenha mandatado alguma entidade de gestão (uma associação por exemplo) e caso essa associação não faça parte da AGECOP (preferencialmente), então num prazo de 1 a 3 anos, a AGECOP tem o direito às verbas que lhe seriam devidas.</h4> <p>Digam-me que eu li isto mal. Isto é ignóbil demais para ser verdade.</p> <p> </p> <h4>2.9 Não querem pagar a taxa ao IGAC</h4> <p>E, suprema ironia, dizem que esta sim é uma taxa. E maior ironia, dizem que os titulares de direito de autor estão a pagar uma taxa pela pura e simples fiscalização do cumprimento da lei. E eu digo-vos que os autores, ao serem obrigados a associar-se debaixo da AGECOP e a suportar os custos administrativos da AGECOP, estão a fazer a o mesmo!</p> <p> </p> <h3>Passando à fundamentação e aos gráficos</h3> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/Investimento-industria-rd-20120129-213828.jpg" alt="Investimento indústria" width="590" height="289" /></p> <p> </p> <p>Abrem com um gráfico que compara a percentagem de investimento em INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO com o investimento em ARTISTAS E GRAVAÇÕES. Não só comparam alhos com bugalhos, como ainda por cima falam de bugalhos do reino Unido. A junção da coluna da "música" é da autoria da AGECOP. O <a href="http://www.ifpi.org/content/library/investing_in_music.pdf" rel="noopener">documento original pode ser visto aqui</a> e é publicado pela <a href="http://www.ifpi.org/" rel="noopener">IFPI</a> cuja homepage se <a href="http://www.ifpi.org/content/section_news/20120126.html" rel="noopener">congratula fortemente com a assinatura da ACTA</a>. Acho que não é preciso dizer mais.</p> <p> </p> <p>E segue-se um estudo com 1 ano e meio de idade encomendado pela AGECOP</p> <p> </p> <p>O estudo não é apresentado. Isto seria suficiente para o ignorar, mas vamos lá. Abre dizendo que 85% dos inquiridos (quais? que perfil?) faz gravações de conteúdos musicas. E diz que 99% usa o computador com leitor de CDs para reprodução de conteúdos. E daí? Qual é o problema de ouvir um CD comprado no meu computador? Nem cópia privada existe. Mais à frente, estabelece uma média de gravação de 64 músicas por mês. Não diz onde é gravada, Agora um descuido que acaba por sugerir o universo de entrevistados. Querem-nos fazer crer que 57% dos inquiridos faz GRAVAÇÕES de filmes essencialmente a partir da TV em... DVD (50%) e DivX (39%). Mas foram entrevistar quem? Um vendedor de filmes piratas na feira de Carcavelos. Só pode. 15% grava filmes ou séries 2 a 3 vezes por semana!</p> <p> </p> <p>Prossegue com mais uma pérola indicativa da amostra. Só 15% gravam habitualmente jogos.</p> <p> </p> <p>Portanto, para gravar programas de TV (note-se que estamos a falar de usar o computador para o efeito) que requer a aquisição de hardware e software de digitalização, o tal universo adere em massa. Para copiar jogos já é uma minoria. Cada vez mais credível este estudo.</p> <p> </p> <p>E a pérola das pérolas deste documento, que é um insulto à inteligência dos deputados a quem foi dado ler.</p> <p> </p> <p>"<span style="font-size: small;"><em>Os casos particulares de equipamentos exclusivamente utilizados para a reprodução e armazenagem de conteúdos próprios - a existirem. o que está por demonstrar - são um claro desvio ao comportamento padrão</em></span>"</p> <p> </p> <p>Fica-se boquiaberto com o topete de uma declaração destas. Revela vontade clara de enganar o leitor. De tal modo é desligada da realidade que não posso concluir de outra forma. Ninguém pode de boa fé dizer uma barbaridade destas.</p> <p> </p> <p>A AGECOP continua agora queixando-se das baixas (?!?) tarifas previstas na PL118</p> <p> </p> <p>Ó AGECOP, nem sempre a melhor defesa é o ataque. Que o diga o general Custer. Sabem o que é a manipulação das médias não sabem? Há duas formas de o fazer: contando com os que têm taxas ou com os que não têm. As vossas contas são assim: O José paga 100. A Maria e o Manuel não pagam. Logo, a taxa média é 33.3% Haja um pouco de decoro. Não insultem a inteligência dos deputados a quem entregaram o estudo. Leiam <a href="http://www.cippm.org.uk/pdfs/copyright-levy-kretschmer.pdf" rel="noopener">o estudo original</a> feito em Inglaterra. </p> <p> </p> <p>E agora a famosa regressividade.</p> <p> </p> <p>Argumenta a AGECOP que o facto de a tarifa por GB passar de 0.02/Gb para 0.005/GB após 1TB é uma taxa regressiva. E queixam-se do facto. Não acham que tal se justifique. Nem o "spin doctor" da AGECOP consegue fazer passar esta ideia. Sim, a taxa por GB diminui a partir de 1TB, mas continua a CRESCER em valor. Por favor não insultem a inteligência dos destinatários da vossa comunicação.</p> <p> </p> <p>E sugerem que 25,6 euros de taxa num disco de 2TB que custa ~80 euros, é um "valor irrisório".</p> <p> </p> <p>E prosseguem para a conclusão dizendo que "<em>tiveram ocasião de demonstrar</em>" que estes equipamentos não são usados para gravação de conteúdos próprios. Mas demonstraram como? Onde? Mais um insulto a quem lê.</p> <p> </p> <p>E termina a AGECOP falando de quem paga a taxa. Depois de ter classificado a "lei de Moore" como uma adivinhação (do demo acrescento eu), decide a AGECOP adivinhar qual o comportamento do mercado (leia-se dos importadores e comerciantes) de equipamento eletrónico.</p> <p> </p> <p>E conclui a AGECOP que apesar do preço das taxas ser em muitos casos superior à própria margem de lucro, o preço não irá ser refletido no consumidor final.</p> <p> </p> <p>É neste ponto que eu já estou a bater com a cabeça na parede e a balbuciar sons impercetíveis enquanto me vou babando profusamente sobre o teclado.</p> <p> </p> <p><strong>Update</strong>: <a href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a5355786c5a793944543030764f454e4651304d7652315253536b4e514c305276593356745a57353062334e4259335270646d6c6b5957526c5132397461584e7a595738764e7a6b354f574e684f5455744e4451334f4330305a6a52694c546b774e3249744d546c694d444930595751354e4445324c6e426b5a673d3d&amp;fich=7999ca95-4478-4f4b-907b-19b024ad9416.pdf&amp;Inline=true" rel="noopener">Está também disponível online</a> a posição da AGEFE (Associação do setor retalhista e importador) </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:34644 Eduardo 2012-01-27T21:58:45 A #pl118 no Governo Sombra (a parte que interessa) 2012-01-27T22:00:04Z 2016-06-09T16:30:36Z <p>Hoje no Governo Sombra</p> <p> </p> <p>Ouçam aqui:</p> <p> </p> <p><object width="200" height="20" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="FlashVars" value="mp3=http%3A//cloud.poingg.com/blog/audio/agranado-pl118.mp3&amp;showstop=1&amp;showinfo=1&amp;bgcolor1=9f330d&amp;bgcolor2=cc6600&amp;buttoncolor=ffffff&amp;buttonovercolor=faaf16&amp;slidercolor1=ffffff&amp;slidercolor2=ffffff&amp;sliderovercolor=faaf16&amp;textcolor=ffffff" /><param name="src" value="http://cloud.poingg.com/blog/player_mp3.swf" /><embed width="200" height="20" type="application/x-shockwave-flash" src="http://cloud.poingg.com/blog/player_mp3.swf" flashvars="mp3=http%3A//cloud.poingg.com/blog/audio/governo-sombra-pl118.mp3&amp;showstop=1&amp;showinfo=1&amp;bgcolor1=9f330d&amp;bgcolor2=cc6600&amp;buttoncolor=ffffff&amp;buttonovercolor=faaf16&amp;slidercolor1=ffffff&amp;slidercolor2=ffffff&amp;sliderovercolor=faaf16&amp;textcolor=ffffff" /></object></p> <p>Também podem fazer o <a href="http://cloud.poingg.com/blog/audio/governo-sombra-pl118.mp3" rel="noopener">Download do MP3</a>.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:34419 Eduardo 2012-01-27T21:20:03 Querido Fernando Tordo 2012-01-27T21:29:20Z 2012-01-27T21:29:20Z <p>Por mais que tentes, nunca vais encantar tanto quando eras a voz do Ary dos Santos e dizias de voz cheia:</p> <p>"Ninguém nos leva ao engano, toureamos mano a mano, só nos podem causar dano de espera"</p> <p> </p> <p>’TOURADA’</p> <p><br />Não importa sol ou sombra <br />camarotes ou barreiras <br />toureamos ombro a ombro <br />as feras. <br />Ninguém nos leva ao engano <br />toureamos mano a mano <br />só nos podem causar dano <br />de espera. <br />Entram guizos chocas e capotes e mantilhas pretas <br />entram espadas chifres e derrotes e alguns <a href="http://www.spautores.pt/comunicacao/noticias/mais-de-uma-centena-de-autores-e-artistas-exigem-nova-lei-da-copia-privada" rel="noopener">poetas</a> <br />entram bravos cravos e dichotes porque tudo o mais <br />são tretas. <br />Entram vacas depois dos forcados que não pegam nada. <br />Soam brados e olés dos nabos <br />que não pagam nada <br />e só ficam os peões de brega <br />cuja profissão não pega. <br />Com <a href="https://twitter.com/#!/search/pl118" rel="noopener">bandarilhas de esperança</a> <br />afugentamos a fera <br />estamos na praça <br />da Primavera. <br />Nós vamos pegar o mundo <br />pelos cornos da desgraça <br />e fazermos da <a href="http://poingg.com/34237.html" rel="noopener">tristeza</a> <br />graça. <br />Entram velhas doidas e turistas <br />entram excursões <br />entram benefícios e cronistas <br />entram aldrabões <br />entram marialvas e coristas <br />entram galifões <br />de crista. <br />Entram cavaleiros à garupa <br />do seu heroísmo <br />entra aquela música maluca <br />do passodoblismo <br />entra a aficionada e a caduca <br />mais o snobismo <br />e cismo... <br />Entram empresários moralistas <br />entram frustrações <br />entram antiquários e fadistas <br />e contradições <br />e entra muito dólar muita gente <br />que dá <a href="http://agecop.pt/InstitucionalSite/index.htm" rel="noopener">lucro aos milhões</a>. <br />E diz o inteligente <br />que <a href="http://www.spautores.pt/comunicacao/noticias/caro-cooperador" rel="noopener">acabaram as canções</a>. <br /><br />Música: <a href="http://www.spautores.pt/comunicacao/noticias/mais-de-uma-centena-de-autores-e-artistas-exigem-nova-lei-da-copia-privada" rel="noopener">Fernando Tordo</a> <br />Letra: Ary dos Santos 1973</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:34237 Eduardo 2012-01-27T20:56:49 Triste 2012-01-27T21:10:31Z 2012-01-27T21:10:31Z <p><img style="border: 0 none;" src="http://poingg.no.sapo.pt/blog/fotos/index-librorum-prohibitorum-1596-20120127-210933.jpg" alt="Index Librorum Prohibitorum" width="590" height="723" /></p> <p> </p> <p>Triste é esta democracia que quando se manifesta é logo esmagada.</p> <p>Triste é o meu país onde o cidadão luta com os punhos contra o poder corporativo</p> <p>Triste é a justiça que não equilibra a balança entre o cidadão e a corporação</p> <p>Triste é quem apregoa a liberdade enquanto marcha nas fileiras da censura</p> <p> </p> <p>Triste também estou eu que começo a ter vergonha do meu querido Portugal.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:33879 Eduardo 2012-01-27T15:13:48 A prima Música e a #pl118 2012-01-27T15:15:26Z 2016-06-09T16:32:36Z <pre> </pre> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/david-bowie-20120127-150331.jpg" alt="David Bowie" width="192" height="223" /> <img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/bob-dylan-20120127-150605.jpg" alt="Bob Dylan" width="192" height="223" /> <img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/pair-of-tomatoes-20120127-150923.jpg" alt="Par de tomates" width="192" height="223" /></p> <p> </p> <p> </p> <p>O poeta é um fingidor lembram-se? E o artista é um fingidor. Finge porque entre o sonho e a realidade existem por um lado as leis da física e por outro a presença ou não de um par de rojões avermelhados a que chamamos de tomates.<br /><br />Se é certo que por enquanto o Major Tom só possa viver na imaginação do Bowie, já "talvez foder" seja algo bem mais acessível desde que se esteja devidamente equipado.<br /><br />É que eu adoro música percebem? E é também por isso que me estou a borrifar para quem a faz. O que eu admiro é a arte. Ou como diriam os ingleses "the craftsmanship of making music". Não me interessa nada da vida pessoal deles. Do que pensam ou fazem, do que comem, bebem ou de como se borram. Venha daí um álbum póstumo do Bin Laden com uma boa linha de baixo e uma letra catita em árabe que eu sou o primeiro a comprar.<br />Não confundo a arte com o artista. It's all an act!<br /><br />Mas se até o Robert Zimmerman se converteu ao catolicismo! Por pouco tempo, é certo, mas o álbum Slow Train Coming é a prova indelével. E sabem que mais? É um dos bons do Mr. "Dylan". Dylan, esse mesmo das posições políticas firmes, dos atos públicos e declarações polémicas.<br />Mas nem vale a pena desenrolar essa meada. A cada escavadela sairia a sua minhoca. Sim. Minhoca.<br /><br />E é por isso que não vou atrás de autógrafos, não quero saber da vida social deles e muito menos de quais são as suas posições políticas. Mesmo que as letras estejam carregadas de afirmações e tomadas de posição mais ou menos extremadas. It's all an act! <br /><br />É por isso que não leio entrevistas de artistas. Não me interessa saber o que pensa o Victor Wooten sobre a segurança social. Provavelmente sabe menos do tema do que eu e tem todo o ar de ter a inteligência mais na ponta dos dedos do que noutro lado.<br /><br />Não é preciso um QI elevado para ser artista pois não? Não são precisos valores morais pois não? Basta o talento. E ali naquela <a href="http://www.spautores.pt/comunicacao/noticias/mais-de-uma-centena-de-autores-e-artistas-exigem-nova-lei-da-copia-privada" rel="noopener">listinha</a> até há algum talento. Talento e fingimento já que rojões avermelhados escasseiam.<br />E estão no seu direito. Quem eu lamento são os que se deixaram inebriar pelo fingimento e confundiram a realidade com a poesia. Lamento a vossa inevitável desilusão. Ninguém consegue viver à altura do seu fingimento. O artista é fraco, de carne e osso e precisa comer. E se para comer tiver de parar de fingir por um momento, assim o fará. É certo e sabido.<br /><br />Há exceções? Claro que sim. Ao que consta, o <a href="http://noticias.sapo.pt/tec_ciencia/artigo/spa-divulga-abaixo-assinado-com-_2385.html" rel="noopener">António Pinho Vargas</a>, apesar de nortenho, deve ter uma costela (há quem lhe chame rojões) de africano. Mas hey! Não me iludo. E quase aposto que não tarda uma semana até ser desfeito o fingimento.<br /><br />Ah! Só mais uma coisa: não me vejam como um cínico ou como um realista. <br />Sou simplesmente um amante da minha prima: a dona música.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:33560 Eduardo 2012-01-19T22:13:26 A realidade virtual da SPA na #pl118 2012-01-19T22:18:26Z 2016-06-09T16:33:00Z <p> </p> <p>Oh meus amigos (usar o sotaque do diácono Remédios), não havia mesmo necessidade.</p> <p>Então a presidente da AGECOP que por sinal se chama SPA decidiu defender-se usando a velha técnica da <a href="http://www.spautores.pt/comunicacao/noticias/comunicado-aos-cooperadores-sobre-a-lei-da-copia-privada" rel="noopener">teoria da conspiração</a>? Estão todos em contra-mão menos a SPA?</p> <p> </p> <p>Eis a "orquestra" de que fala a SPA</p> <p> </p> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/Laptop-Orchestra-PL118-20120119-205414.jpg" alt="Laptop Orchestra" width="589" height="294" /></p> <p> </p> <p>Imagem adaptada de um concerto da Laptop Orchestra. Quanto custará em taxa da #pl118 cada performance?</p> <p> </p> <p>Enquanto isso, num recanto escuro da Av. Duque de Loulé... Alguém vive numa realidade distorcida.</p> <p> </p> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/mitch-altman-brain-machine-20120119-221659.jpg" alt="Brain Machine" width="590" height="308" /></p> <p> </p> <p>Haja paciência e decência já agora. E decoro também ajudava.</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:33518 Eduardo 2012-01-09T21:44:49 DRM na #pl118? Não obrigado. 2012-01-09T22:24:26Z 2016-06-09T16:33:37Z <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/No-To-DRM-20120109-222259.jpg" alt="No to DRM" width="590" height="220" /></p> <p> </p> <p>Têm sido inúmeras as reações à Proposta-Lei 118/XII nos últimos dias. Quer no <a href="https://twitter.com/#!/search/%23pl118" rel="noopener">twitter</a>, quer nos <a href="http://jonasnuts.com/425057.html" rel="noopener">blogs</a>, muito já foi dito e com doses maiores ou menores de humor ou catastrofismo. Desde teorias da conspiração até à piada instantânea, a generalidade dos comentários incide sobre o verdadeiro imposto que nos querem cobrar disfarçado de taxa sobre os equipamentos e dispositivos de gravação.</p> <p> </p> <p>Hoje e ao seguir a timeline da <a href="https://twitter.com/#!/search/%23pl118" rel="noopener">hashtag #pl118</a> dei com mais um artigo intitulado "<a href="http://jugular.blogs.sapo.pt/3086374.html" rel="noopener">Cópia Digital - alguns mitos, algumas verdades</a>" que procura esclarecer a génese da proposta do PS fazendo o seu enquadramento legal. Fiquei desiludido com o que li. Não pela linguagem mais densa ou "legalista" que usa, mas sobretudo por cair no mesmo erro da proposta do PS, i.e. desconhecimento da realidade da internet e do mundo das tecnologias de informação em 2012.</p> <p> </p> <p>Sublinhado a negrito, lê-se</p> <p> </p> <p>"<em>Uma pessoa compra músicas pela internet. Pretende fazer cópias. Paga para isso. Pretende guardar a cópia que comprou num disco rígido. Paga uma taxa sobre esse disco rígido para colocar lá uma obra pela qual já pagou. Ou seja, neste caso, não faria qualquer sentido uma compensação equitativa pois ela já foi feita, directamente, através de DRM.</em>"</p> <p> </p> <p>e continua...</p> <p> </p> <p>"<em>É verdade que pode contra-argumentar-se que as medidas de gestão digital de direitos estão ainda pouco difundidas e têm limitações técnicas. Mas a isso oponho 2 argumentos:</em></p> <p> </p> <p><em>1. Melhor seria, da parte de um partido progressista, apresentar um projecto que fomentasse a divulgação e utilização das DRM; e, sobretudo,</em><br /><em>2. Melhor seria que, não obstante haver ainda riscos e falhas na DRM, esse risco não fosse, legalmente, posto do lado do consumidor.</em>"</p> <p> </p> <p>Encontro vários problemas com esta abordagem.</p> <p> </p> <p>Em primeiro lugar, pela incongruência de se usar DRM quando se fala do direito à cópia privada. Na prática, o direito à cópia privada pode bem ser descrito pelo cenário em que uma música comprada online ou não, é copiada para outro dispositivo por forma a usufruir do direito à sua audição sem restrição de meio, por exemplo, no carro ou no telemóvel. Ora, o uso do DRM é quase sempre limitativo deste direito. Exemplo disso foi a moda infeliz dos CDs audio com DRM que procuravam limitar a cópia dos ficheiros chegando ao absurdo de impedir a sua audição em leitores de CD de computadores.</p> <p>Outro exemplo era o DRM usado na maior loja online de música, a iTunes Store cujo formato de DRM obrigava o comprador a utilizar dispositivos da Apple para ouvir a música adquirida.</p> <p> </p> <p>Em segundo lugar, porque as lojas que antes recorriam ao DRM como forma de limitar a pirataria, rapidamente compreenderam que o DRM apenas prejudicava o seu negócio pelo que cedo arrepiaram caminho.</p> <p>Recordo as palavras de Steve Jobs em 2007 (a tradução é minha) "<em>A Apple adotaria o fim do DRM imediatamente assim que as quatro maiores editoras licenciassem a música dessa forma... Porque os vários sistemas de DRM não funcionaram e podem nunca vir a funcionar como forma de combater a pirataria da música</em>". A Apple abandonou o uso do DRM desde a Macworld em Janeiro de 2009. Há 3 anos portanto.</p> <p>O modelo de acesso à música tem vindo a mudar. A compra de música está progressivamente a ser substituída pela compra do direito a ouvir música. Veja-se o exemplo do Spotify.</p> <p> </p> <p>Em 2012 estar a sugerir que o projeto-lei do PS devia fomentar o uso do <strong>DRM é pois um contrasenso e pior do que tudo, um anacronismo</strong>.</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:33032 Eduardo 2012-01-09T09:57:34 A #pl118 esteve hoje na Antena 1 2012-01-09T10:01:09Z 2016-06-09T16:34:11Z <p>O @agranado esteve hoje na Antena 1 a explicar a #pl118.</p> <p> </p> <p>Ouçam aqui:</p> <p> </p> <p><object type="application/x-shockwave-flash" width="200" height="20"> <param name="movie" value="http://cloud.poingg.com/blog/player_mp3.swf" /> <param name="FlashVars" value="mp3=http%3A//cloud.poingg.com/blog/audio/agranado-pl118.mp3&amp;showstop=1&amp;showinfo=1&amp;bgcolor1=9f330d&amp;bgcolor2=cc6600&amp;buttoncolor=ffffff&amp;buttonovercolor=faaf16&amp;slidercolor1=ffffff&amp;slidercolor2=ffffff&amp;sliderovercolor=faaf16&amp;textcolor=ffffff" /></object></p> <p>Também podem fazer o <a href="http://cloud.poingg.com/blog/audio/agranado-pl118.mp3" rel="noopener">Download do MP3</a>.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:32833 Eduardo 2012-01-08T17:10:22 Cópia privada na Europa. A propósito da #pl118 2012-01-08T19:21:33Z 2016-06-09T16:34:45Z <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/copia-privada-europa-20120108-191745.jpg" alt="Cópia privada na europa" width="512" height="430" /></p> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/copia-privada-europa-legenda-20120108-191926.jpg" alt="" /></p> <p> </p> <p>A generalidade dos países europeus segue a <a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=CELEX:32001L0029:EN:NOT" rel="noopener">Diretiva Europeia</a> que confere o direito à cópia privada desde que haja alguma forma de compensação aos autores. A mesma diretiva não define o formato de compensação e permite aos países da comunidade a definição das suas próprias regras e modelos.</p> <p> </p> <p>Recolhi junto das entidades gestoras os valores que abaixo apresento. Se encontrarem omissões ou incorreções, por favor informem-me para que possa corrigir de imediato.</p> <p>As fontes são sempre citadas e deixo claro que para as línguas que não conheço tive de usar tradução online.</p> <p> </p> <p> </p> <p><strong>Bélgica</strong></p> <p> </p> <p>São taxados vários dispositivos.</p> <p>Quanto aos discos rígidos</p> <p> </p> <p>&lt;256GB: 1.30€</p> <p>&gt;256GB &lt;1TB: 6.75€</p> <p>&gt;1TB: 9€</p> <p> </p> <p>Para mais informação: <a href="http://www.ejustice.just.fgov.be/mopdf/2009/12/23_1.pdf" rel="noopener">www.ejustice.just.fgov.be</a></p> <p> </p> <p><strong>Holanda</strong></p> <p> </p> <p>Não são taxados os discos rígidos. Apenas cassettes, cds, dvds e minidisc</p> <p> </p> <p> </p> <p><strong>Luxemburgo</strong></p> <p> </p> <p>Não tem qualquer taxa de cópia privada</p> <p> </p> <p> </p> <p><strong>Alemanha</strong></p> <p> </p> <p>São taxados: Video recorder, DVD Recorder, Set-top boxes, TV Receiver c/HDD, Cassette Recorder, MiniDisc recorder, CD Recorder</p> <p>Não encontrei qualquer taxa para discos rígidos</p> <p> </p> <p>Mais informação em <a href="https://www.gema.de/fileadmin/user_upload/Musiknutzer/Tarife/Tarife_sonstige/Tarif_Unterhaltungselektronik.pdf" rel="noopener">GEMA.de</a></p> <p> </p> <p> </p> <p><strong>França</strong></p> <p> </p> <p>As tarifas foram atualizadas em Dezembro de 2011</p> <p>São taxados quase todos os dispositivos.</p> <p>Quanto aos discos rígidos externos:</p> <p> </p> <p>&lt;80GB: 0.0597/GB</p> <p>&gt;80GB   &lt;120GB: 0.0507/GB</p> <p>&gt;120GB &lt;160GB: 0.0403/GB</p> <p>&gt;160GB &lt;200GB: 0.0333/GB</p> <p>&gt;200GB &lt;320GB: 0.0272/GB </p> <p>&gt;320GB &lt;400GB: 0.0237/GB</p> <p>&gt;400GB &lt;1TB: 0.0200/GB</p> <p>&gt;1TB &lt; 5TB: 0.0160/GB</p> <p>&gt;5TB: 0.0120/GB</p> <p> </p> <p>Mais informação: <a href="http://www.copiefrance.fr/pdf_n1.pdf" rel="noopener">CopieFrance.fr</a></p> <p> </p> <p> </p> <p><strong>Finlândia</strong></p> <p> </p> <p>Do que consegui apurar, o governo finlandês estabelece no final de cada ano os valores a adotar para o ano seguinte.</p> <p>Os valores para 2012 via tradução online (a minha interpretação da tradução possível)</p> <p> </p> <p>São taxados vários dispositivos.</p> <p>Quanto aos discos rígidos</p> <p> </p> <p>&gt;50GB &lt;250GB: 9€</p> <p>&gt;250GB &lt;1TB: 12€</p> <p>&gt;1TB &lt; 3TB: 18 €</p> <p> </p> <p>Para mais informação: <a href="http://www.hyvitysmaksu.fi/teosto/hymysivut.nsf/0/0f085260b8604de9c22573b1003c22ec/%24FILE/Asetus2012_FI.pdf" rel="noopener">www.hyvitysmaksu.fi</a></p> <p> </p> <p> </p> <p><strong>Suécia</strong></p> <p> </p> <p>Foi criada uma entidade Copyswede responsável por administrar o sistema da remuneração pela cópia privada. Cabe a esta entidade distribuir os valores aos criadores/autores. Embora o montante da taxa esteja definido na lei, esta prevê o direito à negociação por parte das empresas distribuidoras de dispositivos de armazenamento digital. Esta negociação é prática comum na Suécia e tem a virtude de se adaptar automaticamente às inovações tecnológicas que antes de surgirem no mercado são alvo de um processo negocial para determinação da taxa.</p> <p> </p> <p>Estão isentos os dispositivos usados para storage de contabilidade e salários</p> <p> </p> <p>A Copyswede anunciou unilateralmente novos valores para discos rígidos externos e USB flash drives. <a href="http://werebuild.eu/wiki/The_private_copying_remuneration_of_external_hard_drives_and_USB_flash_drives" rel="noopener">A reação da indústria e dos cidadãos</a> foi de tal modo que no final do ano de 2011 foi iniciado um processo de arbitragem.</p> <p>Até que haja uma decisão final, os valores em vigor são:</p> <p> </p> <p>Discos rígidos e flash drives</p> <p> </p> <p>4.5€ por unidade de disco externo</p> <p>0.05 € por gigabyte para flash drives até 80GB</p> <p> </p> <p>Para mais informação: <a href="http://www.copyswede.se/privatkopiering/" rel="noopener">Copyswede</a></p> <p> </p> <p> </p> <p>Outros documentos</p> <p> </p> <p>2006: <a href="http://www.bitkom.org/files/documents/LegalStudy-100413A1.pdf" rel="noopener">Análise de modelos de remuneração pelo direito à cópia privada em vários países europeus</a></p> <p> </p> <p>2011: <a href="http://www.cippm.org.uk/pdfs/copyright-levy-kretschmer.pdf" rel="noopener">Private Copying and Fair Compensation</a></p> <p> </p> <p>Adenda:</p> <p> </p> <p>Neste último há dois gráficos interessantes:</p> <p> </p> <p>Receitas totais do taxa sobre a cópia privada</p> <p> </p> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/receitas-taxa-copia-privada-20120108-192541.jpg" alt="Receitas cópia privada" width="584" height="425" /></p> <p> </p> <p>E as receitas per capita atualmente na Europa</p> <p> </p> <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/receitas-percapita-copia-privada-20120108-192745.jpg" alt="Receitas per capita cópia privada" width="590" height="561" /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:32758 Eduardo 2012-01-08T01:31:58 #pl118: O direito à cópia privada e sua taxação 2012-01-08T02:12:50Z 2016-06-09T16:34:56Z <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/taxfree-disk-20120108-021200.jpg" alt="Tax Free disk" width="590" height="368" /></p> <p>Como já antes referi, há duas questões subjacentes ao tema da cópia privada.</p> <p>Por um lado, a existência do direito à cópia privada, por outro, a forma de compensação.</p> <p> </p> <p>Cingindo-me à forma de compensação, no modelo proposto pela infame #pl118, todos os dispositivos digitais estão sujeitos à taxa independentemente do uso que deles é feito pelo consumidor. A reação quase unânime de indignação é clara e inequívoca. E são inúteis os bitaites do género "<em>que atire a primeira pedra quem nunca fez cópias privadas de material protegido</em>". São inúteis porque o direito não é feito de bitaites. O direito regula e aplica-se amiúde em função da boa ou má fé ou da existência de dolo.</p> <p> </p> <p>Perante esta constatação tão óbvia, surpreende-me que o legislador não tenha recorrido ao método que embora financeiramente menos lucrativo, seria certamente mais justo e que sujeitaria a punição ao exercício da tal boa ou má fé por parte do consumidor.</p> <p> </p> <p>Em quase tudo, é dada ao cidadão a escolha entre o caminho legal ou ilegal. Cabe a este decidir na plena consciência da relação causa-efeito dos seus atos.</p> <p>Da mesma forma que posso comprar um bilhete para ver um espetáculo, posso esgueirar-me por uma cancela, fugir ao segurança e entrar de fininho.</p> <p>Da mesma forma que posso ir a um stand comprar um carro, posso assaltar o do vizinho.</p> <p>Cabe-me decidir.</p> <p> </p> <p><strong>Porque não deixar o cidadão consumidor decidir?</strong></p> <p> </p> <p>Ponham-se à venda discos rígidos, cds, dvds com e sem taxa. E façam-no de forma clara e inequívoca. Com selos, marcas, identificadores, certificados, o que quiserem. Uns taxados, outros livres.</p> <p> </p> <p>Deixem-me decidir comprar um DVD virgem sem taxa para guardar as fotos dos meus filhos e dêem-me a opção de comprar um disco de 1TB com taxa incluída para arquivar as minhas cópias privadas.</p> <p> </p> <p><strong>Deixem-me exercer a minha boa fé e o meu julgamento</strong>. Criem-se os métodos de verificação que forem razoáveis. Se a polícia me manda parar tenho de mostrar o título de propriedade do carro não tenho?</p> <p> </p> <p>E sobretudo, não passem na letra de lei, algo que ensina aos cidadãos que ter boa ou má fé é tudo a mesma coisa.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:32472 Eduardo 2012-01-06T21:07:07 Ninguém é burro por não saber mas sim por não querer saber 2012-01-06T21:07:21Z 2016-06-09T16:35:07Z <div> <p><img src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/think-20120106-210349.jpg" alt="think" width="590" height="331" /></p> <p> </p> <p>Confesso não saber muito sobre o processo legislativo em Portugal.</p> <p>Como nasce um Projeto-Lei? Imagino que nasça de diferentes formas consoante o contexto e a abrangência. Ora, quem tem a função legislativa na nossa democracia é a Assembleia da República através dos seus membros, os deputados.</p> <p> </p> <p>Por mais eclética que seja a sua formação, é impossível que saibam o suficiente de tudo. Imagino pois que recorram a "experts" nas diversas áreas sobre as quais pretendem legislar. Imagino que o façam para que não aconteçam desastres legislativos como este recente projeto-lei, o <a href="http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=36617" rel="noopener">infame 118/XII</a>.</p> <p>Neste caso, a autoria é atribuída a uma série de deputados cuja proficiência em tecnologia desconheço. Segundo o <a href="https://twitter.com/#!/ruiseabra" rel="noopener">Rui Seabra</a>, <a href="http://blog.1407.org/2012/01/06/quem-fez-o-pl118-nao-foi-o-ps/" rel="noopener">os verdadeiros autores são outros</a>, nomeadamente as instituições: GPEARI, PGR, GMCS, INPI, SPA, AGECOP, APEL, AUDJOGEST, Radiodifusoras, IGAC cujo interesse direto é por demais óbvio.</p> <p>Olhando para esta lista parecem-me estar a faltar ali experts em tecnologia, gente capaz de explicar aos deputados a quantidade de barbaridades que foram escritas no diploma.</p> <p> </p> <p>Pergunto-me. Será que isto acontece apenas com tecnologia? Espero que sim, mas presumo que não. Sobre tecnologia eu sou capaz de opinar, mas não percebo nada de suinicultura ou pescas. Que outras barbaridades estarão a ser cometidas diariamente nestes e outros setores? E que capacidade de mobilização e informação têm as pessoas que neles trabalham? Certamente menor que a dos <a href="https://twitter.com/#!/search/pl118" rel="noopener">twitteiros</a> e bloggers que rapidamente difundem uma notícia que mexa com eles.</p> <p> </p> <p>Dito isto, gostaria que fossem tornadas públicas as entidades e/ou experts envolvidos enquanto consultores na elaboração de projetos lei. Gostaria que os seus pareceres fossem divulgados também. Seria útil à transparência da democracia e certamente permitir-nos-ia aferir a competência dos legisladores na escolha que fizeram da sua entourage consultiva.</p> <p> </p> <p>Senhores deputados, não precisam ter opinião sobre tudo. Não precisam saber de tudo um pouco. Precisam ser inteligentes e ter bom caráter, humildade qb e competência para saberem pedir ajuda quando desconhecem o tema.</p> <p> </p> <p>Sempre me disseram que "quem tem boca vai a Roma". Este projeto-lei deu duas voltas à rotunda e espetou-se contra um beco sem saída.</p> <p> </p> <p><strong>Update:</strong> Os únicos pareceres que encontro são os seguintes (que em nada abordam o tema tecnológico)</p> <p> </p> <p><a href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a5355786c5a793944543030764d554e425130524d5279394562324e31625756756447397a5357357059326c6864476c3259554e7662576c7a633246764c32566d4e324d34595441334c5449324e6a41744e44646a5a4331684d7a6b784c57466b4e7a59334d6d56684d6a5977596935775a47593d&amp;fich=ef7c8a07-2660-47cd-a391-ad7672ea260b.pdf&amp;Inline=true" rel="noopener">Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias</a></p> <p><a href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a5355786c5a793944543030764f454e4651304d765247396a6457316c626e527663306c7561574e7059585270646d46446232317063334e68627939694d32466d596d49774e4330335a4755324c5452684f4455745954566c59533078596d59355a47566d4e6d55354d4463756347526d&amp;fich=b3afbb04-7de6-4a85-a5ea-1bf9def6e907.pdf&amp;Inline=true" rel="noopener">Comissão de Educação, Ciência e Cultura</a></p> <p> </p> <p>É curioso reparar nas entidades indicadas para consulta (ver no final dos pareceres)</p> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:32218 Eduardo 2012-01-06T10:39:13 #PL118: Licença para piratear 2012-01-06T10:56:04Z 2016-06-09T16:35:19Z <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/license-to-copy-20120106-105534.jpg" alt="License to copy" width="590" height="333" /></p> <p> </p> <p>Sempre que se tenta defender a premissa absurda por detrás do projeto-lei 118/2011, a tal lei 62/98 que decide taxar "preventivamente" os dispositivos de armazenamento e cópia, recorre-se ao exemplo da Taxa de Radiodifusão.</p> <p>A premissa é esta: já que não conseguimos  controlar quem usa, pagam todos um pouco.</p> <p> </p> <p>Então...</p> <p> </p> <p>Se isto é verdade, posso assumir que ao comprar um disco "taxado" estarei legalmente abonado para o encher de pirataria?</p> <p> </p> <p>Para quem queira saber mais:</p> <p> </p> <p><a href="http://poingg.com/31770.html" rel="noopener">Sobre o preço dos discos rígidos</a></p> <p> </p> <p><a href="http://jonasnuts.com/tag/pl118" rel="noopener">Sobre o projeto lei 118/2011</a></p> <p> </p> <p><a href="https://www.facebook.com/notes/z%C3%A9-xavier/imposto-sobre-a-c%C3%B3pia-privada/334874556537506" rel="noopener">Imposto sobre a cópia privada</a></p> <p> </p> <p>Update: Para quem não tenha percebido o sarcasmo subjacente ao post, é óbvio que o direito à cópia privada não confere direito à pirataria. No entanto não serão poucos os que acharão esse um ressarcimento justo pelo imposto pago.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:31770 Eduardo 2012-01-05T22:53:35 Sobre o projeto-lei 118 aka #pl118 e os mentecaptos 2012-01-05T23:02:57Z 2016-06-09T16:36:19Z <p><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/blind-image-20120105-230222.jpg" alt="Blind" width="590" height="261" /></p> <p> </p> <p>Ocorreu-me assim de repente a propósito desta <a href="http://jonasnuts.com/423564.html" rel="noopener">história infeliz</a>.</p> <p> </p> <p>Se tudo correr bem e de acordo com a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Moore" rel="noopener">Lei de Moore</a>, os discos continuarão a ficar cada vez mais baratos certo?</p> <p>Não é de todo utópico imaginar que um disco rígido de 2TB custe uns 50 € no final de 2012, princípios de 2013.</p> <p><br />Assim sendo e considerando que a taxa é de 0,02 € por GB, podemos ter em breve uma situação sui generis.</p> <p> </p> <p>Um disco pode custar 50€ e ter uma taxa de mais 50€.</p> <p>Isto é idiota sob tantos pontos de vista. Atribuir um valor fixo por GB conhecendo a Lei de Moore é revelador de uma inépcia total para legislar seja o que for. É digno de verdadeiros mentecaptos.</p> <p> </p> <p>Update: <a href="http://blogs.forumpcs.com.br/noticias/2011/12/22/preco-do-ssd-cai-mais-rapidamente-que-o-do-hd/" rel="noopener">sobre a queda dos preços dos discos</a>, via @pedroleite</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:31710 Eduardo 2011-12-28T22:32:07 iSCSI no Mac 2011-12-28T22:33:35Z 2016-06-09T16:36:37Z <div> <div> <p>No início do ano comprei um NAS (Network Attached Storage) da Synology. O DS1511+ mais o add-on DS510.</p> <p>Sempre o usei com um mount de AFP no Mac ou samba no Windows sem qualquer problema. Uso-o essencialmente para storage de música e videos, bem como Time Machine e backup da library do iPhoto.</p> <p> </p> <p>Hoje decidi olhar para as opções de iSCSI do Synology e fazer uns testes de performance comparativos entre AFP, iSCSI e eSATA.</p> <p>Aqui ficam os resultados (jaw dropping)</p> <p> </p> <p>Setup:</p> <p> </p> <p>Hackintosh 10.7.2 ligado via gigabit ao Synology através de uma Time Capsule.</p> <p> </p> <p>Transferência de um ficheiro de 14.08 Gigabytes</p> <p> </p> <p><img src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/skitched-20111228-222258.jpg" alt="" width="306" height="228" /></p> <p> </p> <p>NAS AFP mount - 2:41</p> <p>iSCSI - 2:24</p> <p>eSATA - 1:57</p> <p> </p> <p>Transferência de um directório com 7319 pequenos ficheiros</p> <p> </p> <p><img src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/skitched-20111228-222346.jpg" alt="" /></p> <p> </p> <p>NAS AFP mount - 1:24</p> <p>iSCSI - 0:14 (sim, é mesmo 14 segundos)</p> <p>eSATA - 0:12</p> <p> </p> <p>Depois disto seria óbvio mudar os volumes todos para iSCSI. Seria mas não é.</p> <p>Até agora não encontrei nenhum iSCSI initiator a um preço minimamente aceitável.</p> <p>O iSCSI initiator que usei foi o <a href="http://www.studionetworksolutions.com/products/product_detail.php?pi=11" rel="noopener">globalSAN v5</a> que custa a módica quantia de <span style="text-decoration: line-through;">US$ 200</span>. Ridículo :/</p> <p> </p> <p>Update (thx @pedroleite). Na realidade são US$89 por máquina. Não deixa de ser um abuso.</p> </div> </div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:31250 Eduardo 2011-02-23T00:53:02 Há uma linha que... 2011-02-23T00:53:49Z 2011-04-04T21:14:10Z <iframe src="http://player.vimeo.com/video/20514696" width="400" height="320" frameborder="0"></iframe> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:poingg:31143 Eduardo 2010-12-31T18:41:25 Ensitel: Antes que o ano acabe 2010-12-31T18:45:32Z 2016-06-09T16:36:53Z <p>Só tenho direito a 12 desejos não é? Acabo de saber que afinal já não preciso usar um deles.</p> <p> </p> <p>Chegou-nos há pouco (ironia das ironias, por telefone, Nokia E71), a notícia de que a Ensitel havia publicado um novo comunicado ponto um ponto final nesta história.</p> <p> </p> <p>Deixo os saltos e os olés para quando estiver mais entornado. Por agora ficam alguns sentimentos contraditórios:</p> <p> </p> <p>O comunicado está muito bem redigido. Antes de mais porque é o primeiro a vir assinado. É o primeiro contacto a ter um rosto humano. Um tal Pedro Machado. Em seguida porque não se limita a anunciar o fim da acção judicial; pelo contrário, perspectiva uma postura diferente para com os clientes no futuro.<br />E no entanto, os sentimentos são, como disse, contraditórios. Depois de viver de perto a montanha russa de emoções e acontecimentos das últimas 24/48 horas, com as suas ilusões, frustrações, irritações e esperanças, diz-me o meu lado racional para não embandeirar em arco e não retirar conclusões precipitadas como já tenho visto alguns fazer.</p> <p><br />A Ensitel é uma empresa. E o objectivo supremo de qualquer empresa é fazer dinheiro. Nada mais do que isso. Não é inteligente relacionarmo-nos com empresas da mesma forma que o fazemos com pessoas de carne e osso. Nas empresas não há compaixão, humanidade nem valores de liberdade e fraternidade. Nas empresas há a religião do lucro.</p> <p> </p> <p>Não foi por acção directa das nossas tiradas inflamadas, da nossa sátira ou promessas de não comprar nada à Ensitel que este volte face aconteceu. Não se iludam. A Ensitel já havia provado não ter o "rádio" sintonizado nessa frequência.</p> <p> </p> <p>Foi antes por acção indirecta. De três formas:</p> <p> </p> <p>Em primeiro lugar, o escalar do caso para os órgãos de comunicação social tradicionais, com direito a abertura de blocos noticiosos e vários artigos de opinião.</p> <p> </p> <p>Em segundo, a coincidência de não haver outro tópico noticioso "sumarento" nesta altura. E de o público querer ouvir algo mais do que notícias sobre a crise.</p> <p> </p> <p>e "last but definitely not least"</p> <p> </p> <p>A consciência da ineficácia da acção que a Ensitel moveu. Quando esta decidiu avançar, pensou que a remoção dos posts iria garantir a protecção do seu "bom nome".A reacção de todos nós teve um efeito colateral que acabou por ser definitivo. O mérito da acção suspensiva movida pela Ensitel esvaziou-se por completo.A Ensitel percebeu que não lhe iria servir de nada mandar remover os posts. Não só estes já estavam replicados em vários sites, como o seu conteúdo era inócuo quando comparado com as centenas de novos posts escritos pela comunidade. Qualquer um deles bem mais atentatório ao "bom nome" da empresa.</p> <p> </p> <p>A decisão era pois: ou avançar com uma acção cujo efeito prático seria 0. Ou recuar e fazer damage control, cumprindo o objectivo de qualquer empresa: ganhar o máximo de dinheiro e evitar as situações que afectem negativamente as suas vendas.</p> <p> </p> <p>Optaram e bem pela segunda. Cá estaremos para ver as iniciativas que "estão a preparar".</p> <p> </p> <p>E desta reacção química que precipitação ficou?</p> <p> </p> <p>. Ainda há esperança para as causas online</p> <p>. Cerca de 5% dos que se manifestaram via Twitter contribuiram activamente para os custos legais de defesa. Isto em menos de 24h e numa véspera de fim-de-ano.</p> <p>. Trolls will be trolls. Para sempre.</p> <p> </p> <p>Uma nota final.</p> <p> </p> <p>Embora o Twitter e os Blogs sejam por vezes muito parecidos com os primeiros 10 minutos da Vida de Brian, com tanto messias, tantos Biggus Dickus e Sillius Soddu, tudo isto aconteceu espontaneamente. Sem necessidade de recorrer a profetas ou auto intitulados criadores do universo para nos guiar.</p> <p> </p> <p>Os profetas desta vez estiveram de férias. Se calhar foi por isso.</p> <p> </p> <p>Bom 2011</p> <p> </p> <p>O texto do comunicado:</p> <p> </p> <p><a class="saportelink" href="http://www.facebook.com/note.php?note_id=492701731483" rel="noopener"><img style="border: 0 none;" src="http://cloud.poingg.com/blog/fotos/Caros_Amigos-20101231-184447.png" alt="" width="403" height="308" /></a></p>