Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Cartão do cidadão: FAIL
Em Safari no meu mac.

Sábado, 5 de Abril de 2008
Entrevistas do (de) outro mundo
O repórter é o famoso Mike Wallace e tudo se passa há muito muito tempo. E quase tudo é extraordinário: a voz, o tom quase teatral da entrevista, a dicção perfeita, as perguntas directas, o fumo do cigarro e, claro, os entrevistados.
Deve ser esta a nicotina que vicia os historiadores nos factos passados e nos objectos antigos.
Da enorme lista ainda só vi as entrevistas da Gloria Swanson e do Salvador Dali. Ambas geniais.
Recomendo.
The Mike Wallace Interview
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
Publicidade interrompida
Sim, já todos percebemos e aceitamos que a sobrevivência de quase todos os projectos na internet está dependente da venda de publicidade. Essa mesma que enche os 15m do intervalo da bola. E ainda bem que é assim. É sinal de maturidade. É sinal de que a internet já faz parte do ecossitema dos media e que compete activamente com a TV, rádio e jornais.
Mas esta dependência da publicidade também tem a sua vertente lúdica. Seja pela via esporádica da sobre criatividade das agências ou pela via descarada de alguns agiotas de fato e gravata, volta e meia vemo-los dar com os bois na água de forma retumbante.
O último exemplo é do Diário Digital. Ainda me lembro da pujança com que apareceram nos primeiros tempos, cheios de gana e irreverência. É triste ver a lama em que andam. A última novidade é a "Notícia a Prestações". Quase parágrafo a parágrafo somos convidados a clickar em "CONTINUAR" para lermos o resto da notícia. Eis como um pageview se transforma em 5. 5 clicks senhores. É surreal :) É publicidade interrompida por parágrafos de notícias.
É divertido imaginar a reunião em que estas coisas são decididas. A cabecinha que foi capaz de engendrar conceito tão brilhante, tão inovador! São estes senhores que fazem falta! Queremos mais destes! Vamos mandá-los todos para a Europa vender banha da cobra e seremos ricos.
PS. Mas que seja para um país bem longe sim?
Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
SPAM, SPAM, SPAM

Ouçam lá. Há coisas mais baratas: uma estalada, um rato, um susto a meio da noite.Isto teria o mesmo efeito não?
Não era mais eficaz algo do tipo: your wife/girl will hug you ou kiss you?
Para além de spammers são burros.
PS. Ao que parece já há
reacções temerosas :>
estou:
E assim se vê a força do ... Benfica

É quanto custam em pontos GALP :)
estou:
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Chupartex!

Ora bem! Nem mais!
Para além de levar com este mimo, o processo de registo põe o meu mail à disposição dos senhores para as habituais operações de javardice (aka: SPAM).
Sim, por acaso fui consultar os meus dados de perfil. E só lá, mediante OPT-OUT é que pude tirar a cruzinha que os senhores queriam enfiar no traseiro.
Belíssimo. Senhor Expresso. Estou impressionado. Sinal dos tempos?
Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
O dedo duro e o chibo
Ah! Esse fabuloso verbo "dedurar". Aprendi-o num dos milhares de livros de Tio Patinhas que fui lendo entre dentadas no pão com manteiga e açúcar; regado com limonada, claro.
Tenho estado a cogitar num artigo sobre essa nobre arte portuguesa a propósito, claro, da lei do tabaco. Mas depois de
ler isto, já não vale a pena. Está lá tudo. E está muito bem. Até a foto do chibo.
E ao primeiro que se chibar de mim, incendeio-lhe as barbas e dou-lhe com a tampa da sanita nos cornos.
PS. Um destes emoticons do SAPO tem um batráquio a fumar. Isso será legal? Dedurem-no!
estou:
Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007
Estatísticas de dedo no ar

Inaugura-se aqui a secção de estatísticas de dedo no ar.
São geralmente estatísticas inúteis, fruto de demasiado tempo à espera de qualquer coisa seja lá onde for.
Hoje: Mulheres ao volante
Às 9 da manhã de um dia de semana na A5 entre Carcavelos e Lisboa, há um rácio de condutores femininos e masculinos de 3 para 2.
Sim! Há mais mulheres ao volante do que homens. As
estatísticas da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária são politicamente correctas e não fazem distinção de sexo :)
Domingo, 30 de Setembro de 2007
Sete palmos de terra não chegam

... para enterrar o Tal & Qual.
Nem mesmo um aterro sanitário será recomendável. Afinal de contas, este presumido jornal nunca teve estatuto suficiente para partilhar o mesmo espaço físico de bostas de canídeos, sulfatos de enxofre ou outros dejectos industriais.
Para a memória futura ficam
excertos do glorioso texto de Palmira Correia a propósito de imagens de figuras de manga nuas encontradas num servidor que alojava largos milhares de sites feitos em Portugal por portugueses, numa altura em que tal facto era uma verdadeira raridade.
Olhando aqui para cima... De facto, estas duas capas ficam muito bem, uma ao pé da outra.
E pelos vistos,
há mais quem se lembre.
PS. Estendo a coroa de flores também ao senhor Carrilho que nessa altura deu o seu primeiro grande tiro no pé ao embarcar na barca de Caronte juntamente com a senhora Correia em direcção ao Hades.
Como diriam o meu filho e o meu afilhado, "Tooommmmmaaaaaaaa!"
PPS. As minhas desculpas aos incautos que vieram aqui parar à procura da série "Six Feet Under". Para compensar, está aqui a
Página Oficial da série da HBO.
estou:
música: Já vais tarde
Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
A marijuana do consumismo. Cartão Fast GALP

A verdade é que estou farto da história dos cartões.
E mesmo resistindo ao constante impingir do rectângulo de plástico, apercebo-me que tenho mais cartões do que alguma vez irei usar.
Ele é o da BP, o da GALP, do Corte Ingles , do Carrefour , da Pixmania , da CEPSA , fora os que realmente uso, como o MB , VISA e... FNAC claro (mesmo aqui há marosca) P
O cartãozinho é a marijuana do consumismo. Está cheio de pushers em cada esquina. Dealers da pior espécie que tudo fazem para nos impingir mais um charuto.
Se já é chato quando é inútil e nos fica apenas a fazer volume no bolso das calças, imaginem o que será quando, iludidos, acabamos por perceber que fomos enganados.
Mas isto piora. É que há casos em que o engano resulta da pura e simples preguiça e falta de organização da entidade emissora. É o caso do famoso cartão GALP.
Mais de 40.000 Km por ano justificam uma certa intimidade com a bomba de gasolina. É uma intimidade dispensável é certo, mas ainda assim acolchoada pelo conforto de saber que estamos a acumular pontos. Pontinhos preciosos que vamos poder converter em inutilidades inteiramente grátis. O ar ufano com que o caixa nos dita os pontos. São 2775 pontos senhor poingg ! Gostava mesmo que esta frase fosse cantada como na Lotaria Nacional. Sempre era mais emocionante.
A melhor fase do jogo dos pontos é quando eles publicam um catálogo novo. Cheio de parcerias duvidosas e para-gadgets encalhados nas prateleiras. Gosto de o folhear e dobrar o canto da folha naquela página da malinha de ferramentas ou da bola de futebol. Acabo por não dar o passo seguinte pois por norma a entrega não acontece na loja e implica uma série de burocracias para as quais não tenho tempo.
Até que...
Lá estava! Um mini estojo de ferramentas para entrega directa na loja! Era mesmo aquilo. Ainda por cima eu sabia que ela andava atrás de uma coisa dessas para o Smart . O diálogo que se seguiu é digno de um sketch Pythoniano .
- Boa tarde. Gostaria de trocar os meus pontos por este estojo de ferramentas.
- Ah! Só podemos entregar coisas que digam que são de entrega directa na loja.
- Mas olhe que este diz. Pode ver se tem aí?
- Só um momento... Mas olhe que acho que não.
Passam uns instantes previsíveis
- Não tenho nada disso aqui.
- Muito bem. Então como faço? Posso encomendar?
- Não! Não pode encomendar. Só pode encomendar coisas que não sejam de entrega directa na loja.
- Mas então como faço para receber isto?
- Só se for o nosso supervisor a encomendar. Mas só por favor especial. E isso demora-lhe umas 3 semanas. Não sei se é possível.
- O supervisor? Mas está aqui no catálogo, eu quero trocar os pontos por isto. Diga-me! Como faço?
- Não pode! Só encomendando algo que não seja para entrega imediata na loja.
A conversa teve mais uns loops . Estava acompanhado pelo meu filho que comentou:
-- Oh pai! Não está certo. Esses senhores são uns mentirosos. Estava no livrinho e depois dizem que não têm! São como os senhores do clube Olá que ficaram de me enviar a caderneta há meses e nunca mais! E eles diziam que ia chegar rapidamente!
É ridículo o investimento que fazem nestas coisas. Investem no catálogo, na pin-up dinamarquesa para a foto e falham no que realmente interessa. É a promoção pela percepção. Os incautos acham que aquilo é a sério e até são capazes de escolher a GALP em detrimento de outra gasolineira.
P.S. Não posso deixar de mencionar o cartão da FNAC. Os mais consumistas já devem ter reparado que existem cada vez menos oportunidades de usar o desconto de 6%. Ou é da minha vista, ou cada coisa mais cara que me cai no goto onde seria lógico usar o desconto, está pintada de "preço verde". E o preço verde... Não tem desconto.
O resultado é um acumular de descontos que não vou usar. Como os pontinhos da GALP.
estou: