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 gaija.png

Calma, eu explico. Quem me ofereceu esta gaija nova foi a outra gaja. Espera... Eu explico melhor. A minha gaja achou que eu precisava de uma gaija que eu pudesse moldar a meu gosto e onde eu pudesse tocar sempre que me apetecesse.

Vai daí, a gaja manda vir uma gaija virgem e livre de vícios e oferece-ma pelo aniversário.

Quando a gaija nova chegou, era assim:

Madeira.jpg

Sim, era virgem e não servia para grande coisa embora tivesse as medidas certas (ali a lápis vê-se que tinha 86 de peito). Impunha-se agora escolher uma roupa vistosa que permitisse realçar a sua beleza natural. Como não tenho jeito nenhum para o corte e costura, um amigo sugeriu-me um pintor de barcos em Lagos, o Sr. Alberto que conhece todas as manhas da madeira e do verniz. Enviei-lhe um modelo e algumas semanas depois chegou de vestido novo.

Hora de montar a gaija, claro. Com cuidado porque alguns furos ainda estavam cobertos de verniz e todos os pormenores são importantes para o resultado final. Nem todas as peças de origem eram as melhores e algumas foram substituídas mas numa tarde ficou quase pronta.

Montagem.jpg

Cordas colocadas e um suspiro enorme. "Acho que isto vai dar em bibelot". A altura das cordas era quase de 1cm. Mas como diz o Jack White, uma boa guitarra tem de dar algum trabalho. Todo o esforço acabará por soar afinado em cada acorde, cada nota tocada.

Uma martelada na ponte mais uma lixadela na pestana, rotação e meia no truss-rod e nem queria acreditar. Setup mais perfeito não tenho em nenhuma das outras guitarras cá de casa. 

Enfim. Tenho uma gaija nova. É única, irrepetível e tem um som fantástico. O Jack White tinha razão.

Final.jpg

O som do vídeo não faz justiça à Gaija mas isso também não interessa.

O que interessa é que ninguém toca na minha Gaija e pronto.

 

 

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David Bowie Bob Dylan Par de tomates

 

 

O poeta é um fingidor lembram-se? E o artista é um fingidor. Finge porque entre o sonho e a realidade existem por um lado as leis da física e por outro a presença ou não de um par de rojões avermelhados a que chamamos de tomates.

Se é certo que por enquanto o Major Tom só possa viver na imaginação do Bowie, já "talvez foder" seja algo bem mais acessível desde que se esteja devidamente equipado.

É que eu adoro música percebem? E é também por isso que me estou a borrifar para quem a faz. O que eu admiro é a arte. Ou como diriam os ingleses "the craftsmanship of making music". Não me interessa nada da vida pessoal deles. Do que pensam ou fazem, do que comem, bebem ou de como se borram. Venha daí um álbum póstumo do Bin Laden com uma boa linha de baixo e uma letra catita em árabe que eu sou o primeiro a comprar.
Não confundo a arte com o artista. It's all an act!

Mas se até o Robert Zimmerman se converteu ao catolicismo! Por pouco tempo, é certo, mas o álbum Slow Train Coming é a prova indelével. E sabem que mais? É um dos bons do Mr. "Dylan". Dylan, esse mesmo das posições políticas firmes, dos atos públicos e declarações polémicas.
Mas nem vale a pena desenrolar essa meada. A cada escavadela sairia a sua minhoca. Sim. Minhoca.

E é por isso que não vou atrás de autógrafos, não quero saber da vida social deles e muito menos de quais são as suas posições políticas. Mesmo que as letras estejam carregadas de afirmações e tomadas de posição mais ou menos extremadas. It's all an act!

É por isso que não leio entrevistas de artistas. Não me interessa saber o que pensa o Victor Wooten sobre a segurança social. Provavelmente sabe menos do tema do que eu e tem todo o ar de ter a inteligência mais na ponta dos dedos do que noutro lado.

Não é preciso um QI elevado para ser artista pois não? Não são precisos valores morais pois não? Basta o talento. E ali naquela listinha até há algum talento. Talento e fingimento já que rojões avermelhados escasseiam.
E estão no seu direito. Quem eu lamento são os que se deixaram inebriar pelo fingimento e confundiram a realidade com a poesia. Lamento a vossa inevitável desilusão. Ninguém consegue viver à altura do seu fingimento. O artista é fraco, de carne e osso e precisa comer. E se para comer tiver de parar de fingir por um momento, assim o fará. É certo e sabido.

Há exceções? Claro que sim. Ao que consta, o António Pinho Vargas, apesar de nortenho, deve ter uma costela (há quem lhe chame rojões) de africano. Mas hey! Não me iludo. E quase aposto que não tarda uma semana até ser desfeito o fingimento.

Ah! Só mais uma coisa: não me vejam como um cínico ou como um realista.
Sou simplesmente um amante da minha prima: a dona música.

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Desde que fiz o upgrade da minha Roland V-Drums para a TD-20K, o módulo da TD-8K ficou ali parado a um canto. Já andava há uns tempos para lhe dar uma utilização mais criativa, até que surgiu uma boa razão (mais tarde explico), para o fazer.

 

A bateria do Guitar Hero é uma treta. Falha imenso e não dá grande gozo jogar com ela pelo que durante o último ano tem ficado ali ao canto a apanhar pó. Ainda pensei aproveitar o jack midi para a ligar ao PC mas rapidamente me apercebi que é MIDI-IN apenas. Serve para calibrar os pads.

 

O plano B era mais complicado mas mais divertido. Um pad de bateria não tem grande magia. Um bocado de borracha ou outro material do género com um piezo e é tudo. Porque não fazer hijaack aos piezos, montar-lhe umas fichas de jack fêmea e ligá-la ao 8k?

Foi exactamente o que fiz. Material:

 

5 fichas jack fêmea de painel

Ferro de soldar

Solda

Berbequim

5 caixas de junção

10 parafusos

 

Tempo: 2 horas incluindo o tempo de andar à procura das ferramentas

 

 

O mais complicado ainda foi encontrar um bom spot no chassis da bateria para ligar as fichas. O resto foi trivial. Retirar o circuito, desligar os fios e soldá-los às fichas (usei um cabo extra para ter mais mobilidade).

 

Uma vez fechado, liguei à TD-8K e aqui está o primeiro vídeo da coisa :)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Just works.

PS: é perfeitamente possível fazer isto de forma não destrutiva, i.e. A bateria pode continuar a funcionar no jogo. Basta para tal derivarem os cabos para ambos os conectores (XBOX e fichas jack)

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Pasta cds

 

Há quase um ano decidimos duas coisas importantes:

Ela achou que os CDs ocupavam imenso espaço em casa com as suas intermináveis estantes e prateleiras espalhadas pelos corredores.
Eu achei que era útil ter toda a colecção de música à distância de um click sem ter que perder tempos infinitos à procura "daquele" CD.

Durante algumas semanas uma nova palavra preencheu o léxico familiar.
O que estás a fazer gaja?
A "encodar" - dizia ela enquanto o leitor de CDs bufava.

Defina-se desde já o termo para que não haja margem para divagações.
Encodar, é um verbo cujo significado é: "transcrever algo para um formato de código"
Exemplo: "Hoje já encodei 3 seguidos"

Porque o resultado final foi fantástico e porque algures pelo meio cometemos alguns erros, achei por bem documentar passo-a-passo a operação "Encodar 2009". Espero que sirva de guia e referência para vós que ainda viveis entremeados em caixas de plástico ao invés de o reciclarem em coisas mais úteis como surpresas dos ovos kinder.

Preparação

Escolham um daqueles joguinhos viciantes do tipo bejeweled, pois dependendo da dimensão da besta irão passar largas horas agarrados ao computador.
Sugiro um joguinho (reforço o diminutivo) pois uma utilização mais agressiva da máquina pode comprometer os resultados finais; pior ainda, só o irão perceber no final do processo. Encodar é um processo delicado e sujeito a erros de leitura. Não vão querer as vossas máquinas (ou cabeças) ocupadas com tarefas muito complicadas.

Ingredientes

Assegurem-se que têm todos os ingredientes antes de começar. Apenas os marcados com um "asterisco" são opcionais nesta fase embora sejam recomendados para a última parte.

 

 


1 ou mais humanos

Alguém vai ter de andar a trocar os CDs, arquivá-los nas pastas, deitar fora os plásticos, arrastar as estantes, etc.
Escolham humanos pacientes e metódicos, daqueles que são muito arrumadinhos e não largam pelo.

 

 

2 discos suficientemente grandes

Como referência podem usar os nossos dados: temos 2413 álbuns dos quais 1800 em formato lossless (já explico) e cerca de 600 em MP3 maioritariamente a 320 Kb/s. Este espólio ocupa quase 750 Gb em disco (693 + Artwork). Não façam uma compra mesmo à justa. Os novos cds que comprarem (agora online espero eu) irão ocupar este mesmo disco, pelo que no nosso caso optámos por discos de 1 TB.

 

 

Porquê 2 discos? Backups claro. Não vão querer chegar ao CD nº 999 de 1000 e chegar à conclusão que o disco avariou certo?
1 disco externo de 1 TB custa hoje cerca de 90€, um de 500 GB custa cerca de 60.


1 ou mais computadores

Não precisam ser grandes bombas. Qualquer Mac ou PC com 5 anos de idade serve para o efeito. Quanto mais lento fôr o computador, menos ousado poderá ser o vosso joguinho de passatempo.

 

 


1 leitor de CDs por computador.

Atenção! Isto é muito importante! Nada de facilidades neste ingrediente. O ideal seria um que fosse esteticamente agradável, silencioso e rápido; ora isso não existe de todo. Terá de ser um "mastronço" barulhento, resistente e, sobretudo, muito rápido.

Se o vosso computador fôr portátil comprem um leitor externo. O vosso leitor interno é provavelmente lento e frágil. Não vai aguentar a tarefa.
Caso usem um PC desktop em que seja fácil mudar as entranhas, então podem optar por um leitor interno.

Os mínimos olímpicos para a tarefa são capacidades de leitura de CDs a 20x. Menos do que isso é puro masoquismo. Caso comprem o leitor, experimentem-no primeiro com alguns CDs. Um dos leitores que usámos dizia ser capaz de ler a 24x. Era factualmente verdadeiro, mas com o inconveniente de só chegar a essa velocidade nas duas últimas faixas do CD. Muito mau.

Os dois heróis da empreitada foram um LG externo e um Samsung que encodaram à brava sem uma queixa ou afrontamento. O Samsung foi baratucho. O LG foi bem mais caro e já morava com a família há alguns meses para outras tarefas.

 



N arquivadores de cd

O "N" varia obviamente com o vosso espólio. Há arquivadores de 100, 200, 300 CDs. Mais do que 300 não é boa ideia pois o seu manuseio é pouco prático. Se decidirem não comprar mais CDs em plástico, podem escolher um arquivador quase à justa para o número de CDs.
No meu caso comprei 8 arquivadores de 300 CDs da Case Logic e ela comprou 2 de 200 + 1 de 100.
Como irão perceber, apesar de o arquivador suportar 300 CDs, na melhor das hipóteses conseguem guardar 150 em cada um.

Quaisquer 20 e poucos euros dão para comprar um dos arquivadores maiores. Há para vários gostos e feitios.

 



Software

Para encodar e sobretudo para organizar a música irão precisar de software. Há muita tralha que cumpre esta tarefa com distinção. No nosso caso usámos o iTunes por várias razões.
1. É grátis
2. É grátis
3. É grátis
Está integrado com a Gracenote media database, o que é fundamental para catalogar as músicas
Além disso, está integrado com a iTunes Store, o que é sempre útil para as compras futuras.
Finalmente, o facto de permitir partilhar a library de forma transparente com vários dispositivos determinou a nossa escolha.

Usámos mais duas peças de software com as quais só precisam preocupar-se na fase final. Como cá em casa somos do clã do mac, as referências que deixo são para OSX e não para Windows. No entanto, estou certo que haverá alternativas para esse sistema operativo do demónio.

Para as capas: Coverscout
Para calcular o BPM: bpmer

Mais à frente verão como são quase imprescindíveis.


Acção

Munidos pois de humanos, discos, leitores de CD, computadores, arquivadores e software, podemos passar à acção:

1. Ordenar os CDs
Foi um dos nossos erros. Não o fizémos. Agora dependemos do arquivo digital para sabermos onde encontrar um dos originais. E mesmo assim, temos de andar a folhear o arquivador até encontrar o que pretendemos. Não é muito grave pois teoricamente não iremos precisar de o fazer com frequência.
Usem a ordenação que mais sentido fizer para vós. Ordem alfabética, por géneros musicais, por cores, etc.

2. Arquivar
Já?
Sim, já. As estantes ficarão livres mais cedo, o plástico será reciclado mais cedo, o acesso aos CDs para o encodanço será mais fácil, o controle do que já foi encodado ou não também.
Arquivar é um processo simples. Retirar o CD, a capa e a contracapa e deitar a caixa de plástico no balde amarelo. É só isso.
Se tiverem daqueles CDs com capas de cartão, guardem um espacinho na prateleira para eles. Terão de ficar segregados do resto do clã e irão viver nas suas casas originais o resto do tempo. Infelizmente costumam ter dimensões pouco standard e não caberão nos arquivadores.
Para os restantes CDs usámos a seguinte técnica.
CDs simples ficam com a capa na bolsa superior e com a contra-capa na bolsa inferior. O CD propriamente dito fica sobre a contra-capa enquanto não estiver encodado. Após a digitalização passa para baixo da contra-capa. Assim é fácil saber o que já foi processado e o que ainda não foi.
Para os CDs duplos guardamos as capas do lado esquerdo e os discos do lado direito.

3. "Encodar"
Encodar é tão monótono e chato que convida ao erro. Os dois erros mais comuns são a duplicação e a omissão. Usem o método referido no ponto anterior para os evitar.
Escolher o formato é obviamente importante. Por isso não vale a pena falar de outra coisa que não seja o "lossless". Lossless significa no fundo que caso o desejemos, é possível reconverter uma música para a sua representação digital original, sem qualquer adulteração. MP3, WMA e outros formatos comuns vivem da supressão de frequências, pelo que se torna impossível reverter a compressão para o formato inicial.
Há pouca escolha nesta área (felizmente, digo eu). Como usámos o iTunes para a tarefa, optámos por "encodar" tudo em Apple Lossless (m4a). O iTunes não gosta da alternativa (formato Flac).
A opção por um formato lossless tem vantagens óbvias e desvantagens ainda mais óbvias. A dimensão dos ficheiros é cerca de 10x superior à de um MP3 a 320 Kb/s. Isto significa que quando quiserem passar as músicas para dispositivos portáteis como telefones, psps, etc, devem, por razões de espaço, convertê-las primeiro para MP3 ou WMA antes (sem apagar o original, claro)
Nota: este foi outro dos erros que cometemos. Inicialmente começámos a guardar as músicas em MP3 a 320Kb/s. Resultado? Umas boas centenas de CDs tiveram de voltar à mesa.

O software que escolherem vai tentar identificar o CD e assim obter toda a metadata necessária, nome do artista, do álbum, das músicas e, se possível, a própria capa original. É aqui que entra algum método e atenção por parte dos humanos operadores de serviço. No caso do iTunes, a integração está feita com a Gracenote (ex CDDB) e se bem que a taxa de sucesso a encontrar os nomes de CDs tenha sido brutal (até a abelha maia ele conhecia), o mesmo não se pode dizer com algumas capas e até com alguns nomes de álbuns. Confirmem sempre que os dados obtidos estão correctos e caso não estejam, corrijam-nos.

Cuidado com os engasganços! De vez em quando irão reparar que o leitor de CDs está algo engasgado durante o encodanço. A probabilidade é que alguma música não tenha ficado correctamente encodada. No nosso caso, trocar de leitor resolveu sempre o problema. Há quem diga que tem a ver com as preferências musicais dos leitores. Um deles não gostava mesmo de Frank Sinatra. Devia ser irlandês.

4. Corrigir nomes e géneros
Uma vez terminado o longo e tortuoso processo do encodanço, vem o longo e tortuoso processo da correcção de nomes, géneros e restante metadata.
É um processo chato. Serve também para encontrarem possíveis CDs duplicados, ajustar o género musical e, sobretudo, catalogar a localização do CD: No nosso caso usámos o campo dos comentários para identificar a pasta onde se encontra o CD. Smart!

 



5. Completar capas
Por mais recente que seja a vossa colecção, certamente irão ficar com cerca de metade das capas em branco. Há duas alternativas para resolver o problema.
A gratuita chama-se google image search. Para o iTunes há scriptalhada em applescript que se pode usar para fazer a pesquisa automática das capas no google. No entanto, o processo de captura e gravação da mesma é manual.
A alternativa pro: usar o coverscout. No site há vídeos e muita explicação sobre o seu funcionamento. O que mais me agradou (para além da interface) foi a qualidade da integração com os "fornecedores" de capas em formato digital, bem como o próprio browser com captura automática.


Além de tudo, permite fazer ajustes e alinhamentos nas imagens capturadas o que é óptimo.



 

6. Calcular o bpm
BPM = beats per minute. É um indicador (medianamente fiável) do ritmo da música. Quanto mais dançável fôr, mais fiável será o indicador e também mais útil. Para quê? Para as mixes claro!

 


 

Agora que a nossa biblioteca audiófila está toda digitalizada e com o BPM calculado o iTunes é capaz de fazer "altas passagens" entre músicas com ritmos semelhantes.
Obviamente que este passo é opcional.
Para a tarefa usei o BPMer. Há alternativas grátis por aí mas creio que não são tão fiáveis. A grande vantagem do BPMer é a de integrar directamente com o iTunes e assim guardar o valor calculado no campo existente para o efeito.

 

 

7. Esconder as vergonhas
Isto é fundamental caso a biblioteca seja partilhada (como é o nosso caso).
Assim tenho uma playlist com a minha música e outra com a música dela.
Recomendo que o façam a não ser que queiram passar pela vergonha de ouvir o "Netinho" após uma música dos New Order. Ou a Barbra Streisand mixada com os Badly Drawn Boys.

Uma nota final.
Ao usar o iTunes como arquivo principal de música acabamos por usufruir do seu sistema de partilha via DAAP. Todos os macs e pcs de casa podem assim aceder a toda a música sem restrições.

Para que o mesmo aconteça com a PS3, recomendo o medialink. Faz perfeitamente a ponte entre o iTunes e as consolas usando DLNA. E levam ainda o bónus das fotos e vídeos no bundle :) A versão equivalente para a XBOX360 é o Connect360

PS.

Não se esqueçam! Reciclem o plástico e as prateleiras!

 

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Era de esperar

 

Exemplos:

 

http://kanyelicio.us/http://www.sapo.pt/

http://kanyelicio.us/http://www.beyonceonline.com/us/home

 

 

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Depois disto? Frank Pourcell Plays Joy Division?

Richard Clayderman plays The Sex Pistols?

 

Não sei se devo rir ou chorar. Ao menos a loira tem boas mamas. É o que safa.

 

Na contra-capa podiam pôr um artigo do MEC a falar sobre a "permanência" do Still e de como o Closer tinha sido gravado numa igreja medieval bla bla bla.

 

Proponho já esta capa para a edição Richard Clayderman Never Minds The Bollocks

 

 

 

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Eis se não quando, o Matusalém se levanta e diz: "Ó da guarda que me roubaram a música".

 

Ó meus amigos, francamente. Não bastava a polémica do Satriani, os pobres dos Coldplay têm agora que levar com o barbichas do Cat Stevens.

 

Pensava eu que com o advento da versão web2.0 da música e a miraculosa constatação de que existe um número finito de combinações de notas, estas questiúnculas tinham finalmente sido ultrapasadas. Engano meu. Puro engano.

 

Será que anda por aí alguém que ande nisto há algum tempo que ainda ouve uma música pop e diz: "eh pa! Isto é mesmo supimpa de novo! Nunca tinha ouvido tal combinação melódica". A verdade é que não há música dos Coldplay que não cheire a esturro. O problema do Chris Martin é que se pôs a jeito com o X&Y e escreveu algures no manual de instruções do CD que algumas frases eram roubadas (como por exemplo dos Kraftwerk - "Computer Love"). É isso e os dólares que os rapazes valem.

 

O senhor Yusuff acha mesmo que é difícil encontrar músicas anteriores às suas que soam exactamente iguais na construção melódica? É que para cúmulo as cançonetas dele são mesmo daquelas básicas e lineares que a gente aprende a tocar na viola nas primeiras lições. 

 

Olha, sabes que mais ? Get-a-grip rapaz. (o get-a-grip foi roubado dos stranglers). A estrutura melódica deixou de ser a chave da música desde os trovadores da idade média.

A verdade nua e crua rapaz é esta: a tua musiqueta "Foreigner Suite" provoca-me arrepios. É um bom laxante sem dúvida. Ao nível de uma boa Balalaika russa desafinada. É horrível percebes? Já o Viva-La-Vida, não sendo o supra sumo da farinha Amparo, é uma boa canção popular que até sou capaz de ouvir na rádio.

 

Dito isto, não me parece que haja plágio. Para haver, ambas teriam de me agarrar da mesma maneira.

 

Finalmente e para quem gosta destas tricas, fica uma breve história do plágio no rock.

 

 

 

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Vá! Façam o mesmo se tiverem alguma coisa aí em baixo junto ao fecho éclair para além de cotão e restos de bolacha maria.

É o que diz o meu iTunes :)

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Police em Lisboa

28.09.07

Foi assim,



E valeu a pena. Apesar de não me voltarem a apanhar numa pseudo bancada VIP a 300m do palco. Estou cansado de saber que a distância justa é quando ainda consigo ouvir o homenzinho de paus na mão a bater nas peles sem ser pelos mega amplificadores.

Sim, o alinhamento podia ser melhor, o Andy Summers fazia melhor em conter a sua verborreia de solos de vez em quando e o Sting escusava ser tão preguiçoso.
Mas é a factura que se paga por ver os Police em saldos de fim de estação.
Não sou saudosista em quase nada e muito menos no que respeita à música. As minhas playlists têm menos de 5% de New Wave e pós punk. Deve ter sido por isso que cheirava um pouco a bolor. Ou disso, ou da humidade e do frio.

O concerto foi bom, mas sem borboletas nem libelinhas no estômago. Foi um "picar o ponto". Algo que tinha de ser feito, apesar de tudo. Os Police não conseguiram aquilo que o Joe Jackson fez há 2 (?) anos na Aula Magna: fazer-me saltar da cadeira do princípio ao fim e gritar de narinas abertas o refrão das músicas todas.
Os Police foram eficazes qb. Só não lhes perdoo um erro de principiante. Toda a gente sabe que não se mexe numa vaca sagrada. Não se canta um refrão emblemático de uma música em jeito de variação estilística inútil. Canta-se e pronto!
O refrão é para o povo cantar. O refrão é para ser esperneado a todo o vapor pela multidão e a multidão não quer surpresas.
Infelizmente, isso aconteceu vezes demais.

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