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David Bowie Bob Dylan Par de tomates

 

 

O poeta é um fingidor lembram-se? E o artista é um fingidor. Finge porque entre o sonho e a realidade existem por um lado as leis da física e por outro a presença ou não de um par de rojões avermelhados a que chamamos de tomates.

Se é certo que por enquanto o Major Tom só possa viver na imaginação do Bowie, já "talvez foder" seja algo bem mais acessível desde que se esteja devidamente equipado.

É que eu adoro música percebem? E é também por isso que me estou a borrifar para quem a faz. O que eu admiro é a arte. Ou como diriam os ingleses "the craftsmanship of making music". Não me interessa nada da vida pessoal deles. Do que pensam ou fazem, do que comem, bebem ou de como se borram. Venha daí um álbum póstumo do Bin Laden com uma boa linha de baixo e uma letra catita em árabe que eu sou o primeiro a comprar.
Não confundo a arte com o artista. It's all an act!

Mas se até o Robert Zimmerman se converteu ao catolicismo! Por pouco tempo, é certo, mas o álbum Slow Train Coming é a prova indelével. E sabem que mais? É um dos bons do Mr. "Dylan". Dylan, esse mesmo das posições políticas firmes, dos atos públicos e declarações polémicas.
Mas nem vale a pena desenrolar essa meada. A cada escavadela sairia a sua minhoca. Sim. Minhoca.

E é por isso que não vou atrás de autógrafos, não quero saber da vida social deles e muito menos de quais são as suas posições políticas. Mesmo que as letras estejam carregadas de afirmações e tomadas de posição mais ou menos extremadas. It's all an act!

É por isso que não leio entrevistas de artistas. Não me interessa saber o que pensa o Victor Wooten sobre a segurança social. Provavelmente sabe menos do tema do que eu e tem todo o ar de ter a inteligência mais na ponta dos dedos do que noutro lado.

Não é preciso um QI elevado para ser artista pois não? Não são precisos valores morais pois não? Basta o talento. E ali naquela listinha até há algum talento. Talento e fingimento já que rojões avermelhados escasseiam.
E estão no seu direito. Quem eu lamento são os que se deixaram inebriar pelo fingimento e confundiram a realidade com a poesia. Lamento a vossa inevitável desilusão. Ninguém consegue viver à altura do seu fingimento. O artista é fraco, de carne e osso e precisa comer. E se para comer tiver de parar de fingir por um momento, assim o fará. É certo e sabido.

Há exceções? Claro que sim. Ao que consta, o António Pinho Vargas, apesar de nortenho, deve ter uma costela (há quem lhe chame rojões) de africano. Mas hey! Não me iludo. E quase aposto que não tarda uma semana até ser desfeito o fingimento.

Ah! Só mais uma coisa: não me vejam como um cínico ou como um realista.
Sou simplesmente um amante da minha prima: a dona música.

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